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RELATÓRIO DAS ATIVIDADE DA
XXXVI REUNIÃO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO ODONTOLOGICO - ABENO DE 17 A 20 DE AGOSTO DE 2001 - SÃO LUÍS - MARANHÃO 15/16 DE AGOSTO DE 2001 Seminário do INEP/MEC "Para melhorar não basta avaliar". Provão Relatório final será divulgado posteriormente pelo INEP/MEC
17 DE AGOSTO DE 2001 "AVALIAÇÃO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM E A RELAÇÃO COM O PROJETO PEDAGÓGICO"
Profͺ Luisa Isabel Taveira Rocha Coordenadora do Curso de Odontologia/UFG Inicialmente, vamos relembrar o conceito do Projeto Pedagógico - "Proposta que descreve um conjunto de capacidades a serem desenvolvidas em uma dada clientela, os referenciais a ela associados e a metodologia a ser adotada" - bem como suas premissas fundamentais: - "apoio institucional , participação da maioria dos docentes e adoção das decisões pelos docentes que se recusaram a participar da elaboração do projeto pedagógico". Após a definição clara do projeto pedagógico e do perfil profissional, que se quer formar, inúmeras etapas se sucederão para se chegar à estrutura curricular ideal. Dentre as etapas exigidas para a consecução de uma estrutura curricular ideal citaremos, por exemplo, a cuidadosa elaboração das chamadas DISCIPLINAS. Obrigatoriamente, deve constar: ementa, conteúdo programático, objetivo geral, objetivo específico, SISTEMA DE AVALIAÇÃO, bibliografia básica e complementar. O sistema de avaliação merece atenção especial porque, com muita frequência, os instrumentos nos tem apontado grandes dificuldades quando se trata de avaliar seja conteúdo, desempenho discente, desempenho institucional, etc, etc. Percebemos que, muitas vezes, a avaliação vai na "contra mão" do projeto pedagógico e da estrutura curricular e daquilo que é "cerne" e focaliza aspectos que em nada contribuem para a sedimentação do conteúdo, ou se fixa e exige do discente "filigranas" que não serão utilizadas no cotidiano do profissional . Por que isso acontece ? no nosso entendimento, por falta de cultura e metodologia de avaliação que realmente contribuam para o crescimento individual do ser em formação. Atualmente, Existe à nossa disposição inúmeras formas de avaliação a serem adotadas e que estão despidas do antigo conceito policialesco, premiador, esmagador, julgador, etc. No início do ano letivo "as regras do jogo" deverão ser muito claras especialmente no que se refere aos diferentes sistemas de avaliação para evitar tantos dissabores como os que constatamos no dia-a-dia de uma coordenação de curso. Que métodos inovadores poderiam ser utilizados quando da avaliação ? para citar CONSOLARO quando discute a temática: " Na avaliação, devemos checar se aprenderam e adquiriram habilidades que irão auxiliar no seu dia-a-dia: devemos educar para a vida ! Se aplicarmos uma prova dissertativa com dez questões, por duas horas sem qualquer comunicação com o mundo inteligente, o professor estará avaliando apenas a capacidade de memorização. Pode se perguntar: mas como faremos a avaliação do aprendizado ? Cada aluno recebe sua prova individual em papel, ou disquete, ou ainda via e-mail e tem um prazo de 24 ou 48 horas para entregar a resposta que também pode ser via papel, disquete ou e-mail. Se o aluno não souber de pronto responder, deverá consultar livros, anotações revistas e na internet. Ao consultar estas fontes ele estará aprendendo, razão maior do ensino. Mas ele pode perguntar e discutir a resposta com um colega, um profissional ou até mesmo um outro professor ? Pode e será ótimo, ele estará aprendendo e induzindo outros a aprender também! Não é esta a razão do ensino ? Estamos acostumado a ser muito autoritários e limitados no conceito e prática da avaliação. Devemos avaliar o desenvolvimento do aluno, se ele estará preparado para a vida na sua prática diária. O importante está no aluno aprender onde resgatar a informação, o conhecimento, as alternativas, quando necessário. Deve induzi-lo ao raciocínio e à busca. Ao computador foi reservada a missão de armazenar informações; ao cérebro devemos dar funções mais nobres, como amor, solidariedade, lazer, fraternidade, raciocínio, reflexão, dedução e criatividade" Estaremos preparados para a adoção de tal metodologia de avaliação ? Cabe ao facilitador (designação moderna e mais apropriada para professor) criar novas metodologias avaliativas guiadas pelo texto acima transcrito e adaptá-las às diferenças individuais dos alunos. Para refletir: a avaliação deveria ser idêntica para todos os alunos ? "Devemos nos preocupar e muito tanto com os alunos que tiram notas muito baixas como com os que buscam notas muito altas. Eles estão se refugiando nos estudos e esquecendo-se de que o desenvolvimento do cidadão por completo e do ser humano pleno envolve o aprender a se emocionar, relacionar, errar e acertar, bem como, envolve o treinamento da sensibilidade e criatividade". Se queremos realmente implantar uma avaliação FORMATIVA o papel do facilitador é fundamental, ou seja, "Para que a avaliação se torne formativa, será necessário que os professores (facilitadores) dêem provas, antes de tudo, de coragem. Coragem para usar, falar e julgar. A avaliação formativa é um combate diário".
" TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM"
Apresentadores:
Universidade Federal de Minas Gerais Professora das áreas de odontopediatria, Epidemiologia e Metodologia Certifica Universidade de Campinas - UNICAMP Professor da área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica
Mediadora: Profa. Dra. Anna Maria Lunardi Padilha Universidade Metodista de Piracicaba - campus de Lins - UNIMEP Pedagoga - Assessora Pedagógica da Faculdade de Odontologia de Lins
Uma vez assumindo a relação de interestruturação, propõe que a avaliação:
Quanto às técnicas e instrumentos de avaliação, a professora apresentou algumas possibilidades, bem como apontou vantagens e limitações de cada uma delas:
Para que os instrumentos de avaliação possam atingir seus objetivos é necessário que:
A ênfase seria, portanto, nos conhecimentos, na capacidade de resolver problemas, nas competências técnicas e nas atitudes dos profissionais que estão sendo formados. O professor Ranali exemplificou situações de avaliação nas quais o professor pode diagnosticar, observar e registrar os três domínios da aprendizagem acontecendo nas aulas práticas e/ou teóricas. Apresentou um quadro comparativo entre a aprendizagem tradicional e a aprendizagem colaborativa, sugerindo que se ultrapasse a visão de ensino centrada no professor e somente nele. Depois da apresentação dos dois professores a mediadora profͺ Anna Maria apresentou algumas questões de reflexão. Dentre elas é possível destacar:
Após a apresentação dos três professores, os presentes foram convidados a encaminharem perguntas, questionamentos, sugestões ou críticas para a mesa. Dentre as que foram encaminhadas vale ressaltar algumas:
Como contribuição às reflxões, os presentes receberam um trecho do livro de Albert Einstein: "Como vejo o Mundo." ABENO 2001 - "Técnicas e Instrumentos da avaliação da aprendizagem "Dinâmica de Grupo
Nos grupos, agora, vamos discutir questões e voltaremos para a plenária para uma análise dos trabalhos. Cada grupo vai escolher um relator que deverá, na plenária, apresentar a síntese do que foi discutido no seu grupo.
EDUCAÇÃO EM VISTA DE UM PENSAMENTO LIVRE Albert Einstein (1953) In: "Como vejo o mundo" Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Porque se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale à pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A não ser assim, ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que a uma criatura harmoniosamente desenvolvida. Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas angústias para determinar com exatidão seu lugar exato em relação a seu próximo e à comunidade. Estas reflexões essenciais, comunicadas à jovem geração graças aos contatos vivos com os professores, de forma alguma se encontram escritas nos manuais. É assim que se expressa e se forma de início toda a cultura. Quando aconselho com ardor "As Humanidades", quero recomendar esta cultura viva, sobretudo em história e filosofia, e não um saber fossilizado. Os excessos do sistema de competição e de especialização prematura, sob o falacioso pretexto de eficácia, assassinam o espírito, impossibilitam qualquer vida cultural e chegam a suprimir os progressos nas ciências do futuro. É preciso, enfim, tendo em vista a realização de uma educação perfeita, desenvolver o espírito crítico na inteligência do jovem. Ora, a sobrecarga do espírito pelo sistema de notas entrava e necessariamente transforma a pesquisa em superficialidade e falta de cultura. O ensino deveria ser assim: quem o receba o recolha como um dom inestimável, mas nunca como uma obrigação penosa (pp. 29-30).
18 DE AGOSTO DE 2001 3Ί Seminário Ensinando e Aprendendo Dentro do 3Ί Seminário Ensinando e Aprendendo abordando os diversos processos de avaliação, foram apresentados oito trabalhos de relevância com propostas inovadoras que suscitaram discussões, contribuindo para a abertura de novas propostas para o aprimoramento contextual do sistema.
AVALIAÇÃO EDUCACIONAL EM ODONTOLOGIA ABORDAGEM QUALITATIVA SOBRE O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM Prof. Rafael Arouca Höfke Costa* Prof. Assistente da Universidade Veiga de Almeida - RJ Procedendo-se a análise crítica do modelo instituído pelo Ministério da Educação para avaliação dos cursos de graduação em Odontologia, principalmente no tocante às suas possibilidades e limitações na avaliação efetiva do processo educacional desenvolvido nas Instituições de Ensino odontológico, infere-se que a restrição à observação da estrutura destas através do Instrumento de Verificação das Condições de Oferta e do seu produto final através do Exame Nacional de Cursos exclui a abordagem qualitativa essencial à compreensão do fenômeno educativo no que concerne às peculiaridades que permeiam o processo ensino-aprendizagem, tais como a metodologia didática empregada, os métodos utilizados para o desenvolvimento das habilidades requeridas, a forma como os conteúdos cognitivos são tratados, entre outras, e que, entende-se, assumem importante papel na determinação de diferenças interinstitucionais. Evidencia-se, pois, a necessidade da criação de um modelo complementar de avaliação educacional, de caráter interno e específico, contemplador destas questões. O relato, aqui procedido, de um estudo monográfico em desenvolvimento na Faculdade de Odontologia da UFRJ apresenta uma experiência neste campo e espera servir de subsídio para pesquisas semelhantes em outras Instituições de Ensino Odontológico cientes da importância da avaliação qualitativa no constante repensar de sua abordagem pedagógica e no contínuo aprimoramento de seu processo formador. *Apresentador
AVALIAÇÃO: PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO E MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO: EXPERIÊNCIA NA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA PUC-CAMPINAS Prof. Dr. Arnaldo Pomilio Prof. Titular de Prótese Total da da F. O da PUC-Campinas Coordenador do Curso de Odontologia da PUC-Campinas Profa. Aglair Iglesias Duran Profa. Titular de Odontologia em Saúde Coletiva da F. O da PUC-Campinas Prof. Edgard Del Passo Prof. Adjunto de Odontologia em Saúde Coletiva da F. O da PUC-Campinas Coordenador de Serviços da Faculdade de Odontologia da PUC-Campinas O Processo foi desencadeado após análise de mercado, da Concorrência e da importância do Provão gerando mudanças.Foi elaborado um Projeto Pedagógico inovador buscando a interdisciplinaridade através da Associação e integração de disciplinas com objetivo de propor mudanças de comportamento de alunos, professores, funcionários e da Administração superior. Destaca-se a fundamental importância da constituição de uma Comissão de Ensino e Avaliação em caráter permanente que: É aberta para livre participação de toda a comunidade universitária Elaborou o documento oficial do Projeto Pedagógico Estudou, avaliou, e sugeriu modificações na ementa, objetivos, conteúdo programático, estratégia de ensino, sistema de avaliação, bibliografia e perfil dos professores com acompanhamento constante. Atingiu um resultado positivo sinalizando um caminho promissor onde a Ética, o respeito a diversidade do educando e educador, a Educação em Saúde, a criatividade, a multidisciplinaridade abrangente com outras áreas da Saúde e Educação aparecem como fio condutor da proposta inovadora. Implantou um "Momento de conversa entre professor e aluno" onde discute-se o andamento das propostas. Primeiros resultados : Levantamento comparativo entre o número de alunos que ficaram para exame no currículo antigo e no novo e uma auto avaliação dos docentes que participam de disciplinas associadas.
EXPERIÊNCIA DE AVALIAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM NO CURSO DE ODONTOLOGIA Prof ͺ. Liane Maciel de Almeida Souza * Coordenadora do Curso de Odontologia da UFS, Professora de Cirurgia I, mestre em Educação pela UFPB, Mestre em Patologia Oral pela UFRN, Pós-Graduada em CTBMF, Especialista em Periodontia O presente trabalho trata-se de um estudo piloto que está sendo realizado no curso de odontologia da UFS. Este baseia-se na concepção de que a avaliação é um processo contínuo, sistemático, funcional, orientador, integral e cumulativo, onde ocorre a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. A mesma é o resultado da combinação de conhecimentos (saber), habilidades (fazer), comportamento (ser) considerados ideais para a formação do cirurgião-dentista.Ela deve nortear a prática pedagógica, através de programas de curso com objetivos bem definidos e instrumentos avaliadores criteriosos e precisos. Estes servirão para orientar as atividades docentes e discentes, levando em consideração as competências que se deseja construir. Apresentadora
EXPERIÊNCIAS NO ENSINAR E APRENDER Autor: Mário Uriarte Neto (*) - Mestre /Doutorando Co-autores: Juliana Sedrez Patino - Mestranda Lídia Morales Justino - Mestre Shirley Imianowski - Mestranda Grande ênfase tem sido dada às questões que cercam o processo ensino-aprendizagem, desde sua concepção até a coerência com o projeto pedagógico. Como estratégias diferenciadas desenvolveu-se duas atividades interdisciplinares. A atividade junto aos alunos do primeiro período objetivou mostrar a composição de conteúdos, relacionar os conhecimentos do ciclo básico com habilidades e competências envolvidas no ciclo profissionalizante, estimular a participação e aproveitamento das aulas e despertar o interesse pelo curso integrando conteúdos, alunos e professores. Foi apresentado um caso clínico de fratura dental, onde professores integraram os enfoques, de acordo com a área representada (Histologia, Odontologia Social e Preventiva e Clínica Integrada). O Júri Simulado foi realizado pela disciplina de Odontologia Social e Preventiva , objetivando fomentar o interesse pelo tema abordado, de caráter transversal, propor alternativa metodológica diferenciada na sua abordagem, exercitar a criticidade e oportunizar momento de expressão e criatividade. Foi eleito o tema e constituído um Júri onde a ré foi a Biossegurança. A turma foi dividida em três grupos (Promotoria, Defesa, Conselho de Sentença) e as juízas foram as professoras. Ao final, o Conselho de Sentença deu veredicto final, fundamentando-o nos argumentos da acusação e defesa. A interdisciplinaridade incluiu experiências de profissionais clínicos e professores. (*) Apresentador
AVALIAÇÃO DO ENSINO ODONTOLÓGICO EM CLÍNICA INTEGRADA Wilton Wilney Nascimento Padilha * Rossana Vanessa Dantas de Almeida ** Leonilson Gaião ** Este trabalho se propõe a introduzir experiência de avaliação do impacto sobre a saúde de pacientes, desenvolvida na Clínica Integrada da UFPB, considerando-a como forma alternativa de avaliação da qualidade de ensino em odontologia. Exemplifica-se por meio da comparação entre pacientes com tratamento concluído (Situação Alta SA) e pacientes não atendidos (Situação Espera SE). Foram examinados 116 (49,7%) pacientes inscritos no semestre 2000.1, sendo 66 da lista de espera e 50 da relação de tratamentos não concluídos e, coletados dados sobre cárie dentária (CPO-D), condição periodontal (CPI) e condições de higiene oral (IHO_S). Os resultados entre os grupos, para os diferentes índices, não foram significantes aos testes estatísticos do Qui-quadrado e "t" de Student. O grau de semelhança encontrada permitiu concluir que a) a relação entre o ensino odontológico e o impacto sobre a saúde foi crítica no caso estudado, sendo tomadas medidas corretivas; b) o impacto sobre a saúde bucal pode ser avaliado por meio de estudos epidemiológicos; e c) os achados sugerem a necessidade de reavaliar as características do ensino clínico, de modo a assinalar as escolas de odontologia, não apenas como produtoras de recursos humanos para a saúde, mas de saúde propriamente dita. * Prof. Titular de Clínica Integrada da UFPB **Acadêmicos Bolsistas PIBIC/CNPq/UFPB
PROJETO MULTIDISCIPLINAR DE LASER EM ODONTOLOGIA Luiz Alberto Plácido PENNA*, Nuno Filipe DALMEIDA, Sigmar de Mello RODE, José Luiz LAGE-MARQUES Curso Odontologia UNIB O objetivo do presente trabalho é demonstrar a viabilidade e sugerir a criação de uma Clínica Integrada que capacite os alunos dos cursos de graduação em Odontologia a diagnosticar e realizar procedimentos que utilizem essa nova ferramenta coadjuvante na clínica odontológica diária. Para isso, será demonstrado um plano de ensino hipotético e discutido a importância deste tipo de ensino frente a evolução tecnológica que a profissão vem passando nos últimos anos, sem no entanto descartar a questão financeira do problema, que seria possivelmente o maior obstáculo para este tipo de realização.
Título: "ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ODONTOLOGIA: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA DO APRENDER-FAZENDO NA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UFMG". Autores: Prof. Marcos Azeredo Furquim Werneck* (Apresentador) Profa. Andréa Clemente Palmier** Profa. Maria Inês Barreiros Senna*** Profa. Simone Dutra Lucas**** O Estágio Supervisionado em Odontologia acarreta, para alunos de graduação, uma estadia de dez semanas em cidades do interior, planejando, implementando e avaliando, em parceria, ações de saúde bucal. Objetiva, partindo de realidades locais, um aprendizado com incorporação do conhecimento gerado na realidade, centrando o processo pedagógico na relação do aluno com a sociedade e sistemas sociais, reordenação do papel do professor, com o processo de trabalho passando a ser o objeto de estudo. Esta integração possibilita mecanismos de planejamento, acompanhamento, supervisão e avaliação, com participação interinstitucional e transdisciplinar, propiciando maior qualidade pedagógica. Além do atendimento clínico, observa-se a realização de pesquisas, levantamentos epidemiológicos, propostas de reorganização de sistemas de atendimento, desenvolvimento de programas de educação em saúde, participação no PSF e grupos operativos. Trata-se, para os sujeitos envolvidos, de um novo espaço pedagógico que trás dúvidas, perplexidades, erros e inseguranças. Espaço do "aprender-fazendo", da prática antecedendo à teoria, das contradições, dos limites e das possibilidades do aprendizado. Com potencial para criticar e transformar positivamente a graduação, rever o papel da universidade na sua relação com os serviços e a sociedade, além de formar um profissional apto à síntese necessária entre tecnologia e realidade, nela intervindo de forma competente. * Professor Adjunto do Dep. de Odontologia Social e Preventiva da Faculdade de Odontologia da UFMG; Doutor em Odontologia Social pela UFF; Coordenador e Professor da Disciplina do Estágio Supervisionado em Odontologia. ** Professora Assistente do Dep. de Odontologia Social e Preventiva da Faculdade de Odontologia da UFMG; Mestre em Saúde Coletiva pela University College of London; Professora da Disciplina do Estágio Supervisionado em Odontologia. *** Professora Assistente do Dep. de Odontologia Social e Preventiva da Faculdade de Odontologia da UFMG; Mestre em Epidemiologia a pela Faculdade de Medicina da UFMG Professora da Disciplina do Estágio Supervisionado em Odontologia. **** Professora Assistente do Dep. de Odontologia Social e Preventiva da Faculdade de Odontologia da UFMG; Mestre em Educação pela Faculdade De Educação da UFMG;Doutoranda em Saúde Coletiva pela ENSP/FIOCRUZ Sub-Coordenadora e Professora da Disciplina do Estágio Supervisionado em Odontologia.
AMBIENTE DE APRENDIZAGEM VIRTUAL COLABORATIVO ENTRE CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO E GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA FREITAS, Valéria Souza; PINTO, Leão Pereira; SOUZA, Lélia Batista de BITTENCOURT, Roberto Almeida As mudanças ocorridas recentemente na educação para os Cursos de Graduação e Pós-graduação em Odontologia requerem a necessidade de pensar novas formas de ensino, que dinamicamente ultrapassem as fronteiras da sala de aula e sejam capazes de motivar o processo de aprendizagem. Os ambientes virtuais permitem a interação, compartilhamento de informações, constituindo uma base para uma nova modalidade de ensino. O objetivo deste estudo é apresentar um ambiente de aprendizagem virtual colaborativo (AAVC), estabelecido como espaço para socialização de informações para resolução de casos clínicos na área de patologia bucal. O projeto de abordagem interdisciplinar será desenvolvido entre a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). O ambiente será compartilhado entre alunos de graduação em odontologia da UEFS e pós-graduação em patologia oral da UFRN. Um website será utilizado como ponto de partida para o desenvolvimento do AAVC. Este ambiente apresentar-se-á estruturado por salas que metaforicamente sugerem a clínica odontológica, o laboratório de patologia oral e a biblioteca. O espaço virtual permitirá a comunicação através de e-mail, webforum e chat entre os estudantes. O projeto propõe-se a contribuir com a formação de recursos humanos em níveis de graduação e pós-graduação. Das discussões cabe salientar que a abordagem qualitativa para o processo de avaliação, necessita de uma análise mais aprofundada sobre a participação do corpo discente como crítico, e a estrutura institucional cedendo lugar a um processo de maior abrangência. O Exame Nacional de Cursos (Provão) foi enfocado como fundamental para o desencadeamento da avaliação, visto ter exposto as características das instituições, até então desconhecidas. Foram apresentados recursos para amplificar a relação ensino-aprendizagem como: simulações (júri simulado), estágios extra-muros e extra-curriculares e, também, a aprendizagem através de meios eletrônicos como o laboratório virtual e o ensino não presencial. Concluindo, nota-se, inclusive, que o alto nível das discussões, as quais tornaram exíguo o tempo reservado ao seminário, que a busca e a conscientização dos dirigentes e docentes é um fator a ser destacado e que está em continuo aperfeiçoamento, visando uma melhor qualidade do profissional egresso.
Profͺ Drͺ Elaine Bauer Veeck - PUCRS Coordenadora Profͺ Drͺ Nilza Pereira da Costa PUCRS Relatora Profͺ Drͺ Rejane Faria Ribeiro-Rotta UFGO - Relatora
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO ODONTOLÓGICO ABENO Prontuário Odontológico na Clínica de Cursos de Odontologia Comissão para Proposta de Modelo de Prontuário Odontológico Prof. Géza Németh Profͺ Lilian Marly de Paula Profͺ Maria Aurélia Varella Prof. Pierângelo Angeletti O prontuário odontológico é um conjunto de documentos que fornecem ao cirurgião dentista informações sobre aquele indivíduo que está sendo avaliado, com a finalidade de diagnosticar, planejar, executar e acompanhar o tratamento odontológico. Muitos profissionais acreditam que prontuário odontológico é sinônimo de ficha odontológica, terminologia utilizada no próprio Código de Ética Odontológica, art. 4°, VI, "elaborar as fichas clínicas dos pacientes, conservando-as em arquivo próprio." Porém, o prontuário deve conter um maior número de informações e não apenas aquelas fornecidas pela ficha clínica. A maneira como cada um elabora seu prontuário odontológico é livre, mas alguns cuidados devem ser tomados para que se possa ter um prontuário que seja uma fonte confiável de dados, assegure ao paciente e ao "profissional" (aluno e professor orientador) um total controle sobre e visualização do tratamento em qualquer etapa deste, e, não menos importante, que tenha validade jurídica, no caso de haver discordância entre paciente e "profissional" em relação ao tratamento. "O consentimento informado é uma condição indispensável de relação profissional - paciente e da pesquisa com seres humanos. Trata-se de uma decisão voluntária, realizada por uma pessoa autônoma e capaz tomada após um processo informativo e deliberativo, visando à aceitação de um tratamento específico ou experimentação, sabendo da natureza do mesmo, das suas conseqüências e dos seus riscos". A prática do consentimento informado livre e esclarecido reduz a desigualdade entre o profissional e o paciente na tomada de decisão em relação às terapias a ele propostas. Seu papel tenta garantir e fortalecer a autonomia dos indivíduos, pois todo paciente tem direito à inviolabilidade de sua pessoa podendo escolher o tipo de tratamento, dentre as opções oferecidas. É um direito moral do paciente que gera obrigações morais dos profissionais da saúde. O consentimento informado obtido de forma correta legitima e fundamenta o ato médico ou de pesquisa como justo e correto. Clotet, J. et al. 2000. O paciente da clínica da faculdade é considerado, juridicamente, um paciente como qualquer outro e, portanto, tem direitos e obrigações, assim como a Instituição e o professor também têm direitos e obrigações. A clínica deve seguir determinadas normas de conduta e a elaboração de um prontuário odontológico é uma delas. Todas as regras que servem para consultório odontológico devem ser seguidas também pela clínica da faculdade. O tratamento odontológico, seja em consultório, seja em clínica de Instituições de Ensino, configura uma prestação de serviços e como tal é regida pelo Código Civil Brasileiro e pelo Código de Defesa do Consumidor. Assim, o paciente tem direitos assegurados e que devem ser preservados. O Código de Defesa do Consumidor considera o paciente (equiparado ao consumidor) a parte frágil da relação e, portanto, o fornecedor de produtos ou serviços o cirurgião dentista é o responsável pela prova, isso quer dizer que cabe ao cirurgião dentista provar que não errou ou que usou de todos os meios ao seu alcance para obter o melhor resultado possível. Quando o tratamento é feito pelo aluno, o professor que o supervisiona é o responsável pelo tratamento executado. O prontuário odontológico é o melhor instrumento que o profissional tem ao seu alcance para produzir as provas necessárias à sua defesa, desde que esse documento contenha os dados necessários e suficientes para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários. Todos nós temos uma certa paixão pelo computador e, é óbvio, ele facilita muito a nossa vida. Porém, a justiça não aceita, ainda, dados que estejam apenas na memória da máquina, além disso, o paciente não pode assinar ou assinatura digital ainda não é bem aceita. Em termos práticos isso quer dizer que teremos que ter em papel todas as informações do paciente. E essas informações devem ser mantidas, em arquivo, por 20 anos, contados a partir da data do último atendimento, segundo o Código Civil Brasileiro. Se, no entender do MEC e da ABENO, algumas das habilidades e competências que o Curso de Odontologia deve desenvolver no aluno são "colher, observar e interpretar dados para a construção do diagnóstico", "propor e executar planos de tratamento adequados" e "comunicar-se com pacientes, com profissionais da saúde e com a comunidade em geral", fica óbvio que é no curso de graduação que o aluno deve ter a oportunidade de aprender, exercitar e desenvolver essas habilidades. Nesse raciocínio, cabe, portanto, ao curso ter um prontuário que permita esse tipo de aprendizado e exercício. Além disso, de nada adianta ensinar ao aluno de graduação modelos de comportamento se, dentro da escola, ele não tem o comportamento por não lhe ser oferecida essa oportunidade. Visto sob o ponto de vista do ensino, o preenchimento do prontuário é o primeiro contato do aluno com aquele determinado paciente, tornando-se a melhor oportunidade que o professor tem para orienta-lo em relação à postura profissional, ao respeito à dignidade do paciente e à maneira de se comunicar com o paciente. Além disso, o exercício constante e supervisionado, desenvolve algumas habilidades mencionadas pelo MEC e pela ABENO e, fixando o conhecimento e conscientizando sobre sua importância, automatiza no futuro profissional da odontologia o preenchimento do prontuário, tornando rotina o que, hoje em dia, muitos têm dificuldade de fazer. Ora, pode haver melhor oportunidade para ensinar o aluno de graduação a importância, a necessidade, o valor e a maneira de elaborar seu próprio prontuário do que no curso de graduação, sob a supervisão de um professor, que o orientará e dirimirá suas dúvidas sobre o assunto? É óbvio que nesse caminho, o professor também deverá ser orientado no sentido de que todos falem a mesma linguagem. Se na odontologia existem muitas escolas que defendem determinados procedimentos, quando o assunto é prontuário poucos conhecem a maneira correta de elaborá-lo e muitos têm o conhecimento do "achismo" sem nenhuma fundamentação, quer científica, quer jurídica. Um prontuário bem elaborado e corretamente preenchido traz inúmeros benefícios para o curso de Odontologia: a) Dados confiáveis para trabalhos científicos (desde que seu uso tenha sido devidamente autorizado pelo paciente); b) Possibilidade de treinar o aluno em situações reais; c) Facilidade de avaliação constante do aluno; d) Conhecimento do poder resolutivo da clínica odontológica; e) Defesa do professor nos casos que resultam em processos judiciais. O prontuário é composto por alguns documentos que têm finalidades bastante definidas: 1. Identificação do paciente; 2. Anamnese; 3. Ficha clínica; 4. Plano do tratamento; 5. Previsão do custo, (para os cursos que cobram pelo tratamento); 6. Termo de consentimento informado para execução do plano de tratamento proposto; 7. Relatório de acompanhamento clínico; 8. Cópias carbonadas de atestados, prescrições, orientações e encaminhamentos a outros profissionais da saúde; 9. Cópias de exames complementares realizados pelo paciente; 10. Termo de consentimento para utilização dos dados do paciente para trabalhos científicos, para apresentação em sala de aula ou congressos ou publicações. O prontuário odontológico nas clínicas de cursos de odontologia deve seguir o mesmo padrão do prontuário utilizado em consultório odontológico. Há um mínimo de informações que este prontuário deve conter, inseridas em alguns documentos que fazem parte desse prontuário. A proposta a seguir elenca os documentos e informações mínimos que podem ser formatados como melhor convier à Instituição de Ensino. Identificação do paciente: alguns dados desse documento são muito importantes, não só porque possibilitam saber quem é o paciente e como encontrá-lo, mas porque permitem que tenhamos informações detalhadas sobre ele:
Alguns dados desse documento são de extrema importância porque nos fornecem informações imprescindíveis, por exemplo, a idade do paciente faz diferença em termos legais, só pode ser responsável em consentir o próprio tratamento o indivíduo capaz (segundo o Código Civil Brasileiro), portanto as clínicas, principalmente aquelas que atendem pacientes preferencialmente jovens (como, por exemplo, odontopediatria e ortodontia), devem ter cuidado redobrado em relação a esse dado. No item profissão (que pode ser substituído pelo termo ocupação, já que só são consideradas profissões aquelas determinadas pelo Ministério do Trabalho), é importante que o aluno tenha noção que essa informação está relacionada com distúrbios bucais e/ou sistêmicos que o paciente pode apresentar ou vir a apresentar. Anamnese: todos nós temos conhecimento das perguntas que precisamos fazer ao paciente na tentativa de estabelecer sua história médica passada e presente, porém mais importante do que fazer as perguntas é que o aluno saiba exatamente o que fazer e o tipo de comportamento que deve ter com as respostas que obtém do paciente. O preenchimento deste documento é o primeiro contato do aluno com o paciente, é a oportunidade que o professor tem de orientar seu aluno em relação à postura profissional e à percepção que está invadindo a privacidade do paciente e isso deve ser feito respeitando a dignidade dele e deixando claro o compromisso com o resguardo do sigilo profissional. O grande desafio é que o professor consiga orientar o aluno e desenvolver seu espírito investigativo e analítico no sentido de obter as informações necessárias sem que o paciente se sinta constrangido. Além disso, esses dados justificam as prescrições, os encaminhamentos a outros profissionais ou clínicas e afastam as possibilidades de intercorrências durante o tratamento. Conclusão: a anamnese deve ser elaborada tendo presente os preceitos legais e a proposta de ensino do curso, e deve conter, no mínimo:
Ficha clínica: no curso de odontologia fica, às vezes, muito difícil o consenso em relação à ficha clínica. Cada uma das disciplinas tem especificidades e necessidades diferentes da outra e esse fato pode implicar numa ficha diferente para cada uma das disciplinas. O importante é que a ficha contenha, no mínimo, 2 odontogramas, um inicial e outro final, para que as informações sejam mais detalhadas e para visualizar mais rapidamente a etapa do tratamento. A ficha, quando bem elaborada e corretamente preenchida, também serve como documento, aceito judicialmente como prova. Plano de tratamento: este documento faz com que o aluno treine a elaboração de planos de tratamento para seus pacientes. Ele precisa submeter esse plano, com as variadas possibilidades (exigência do Código de Defesa do Consumidor), à aprovação do paciente e, se a clínica cobra do paciente o tratamento, além de aprender a conversar com o paciente, o aluno ainda tem a oportunidade de negociar com o paciente o pagamento do tratamento. O aluno tem a chance de passar pelas mesmas situações pelas quais passará em sua vida profissional, mas sob a orientação e a supervisão de um professor. O Código de Defesa do Consumidor exige que seja apresentado ao paciente o conjunto de todas as opções de tratamento possíveis ao seu caso. Dessa forma, o plano de tratamento deve, obrigatoriamente, incluir as várias opções de tratamento possíveis àquele determinado caso não apenas o tratamento ideal no entender da disciplina. Não se deve esquecer que, embora o paciente seja atendido por alunos em fase de aprendizado, ele não perde a sua condição de paciente com direitos e deveres, portanto, ele tem o direito de saber todas as opções de tratamento e escolher aquela que quer realizar, respeitando-se a autonomia do paciente e tendo em mente a beneficência, princípios fundamentais da Bioética. Outro cuidado a ser tomado é a "promessa de tratamento", que é entendida pelo Código de Defesa do Consumidor como sendo aquele tratamento que é proposto ao paciente e que ele espera que seja terminado até o fim do período letivo, o que nós, professores sabemos, nem sempre é possível, por uma série de motivos. Quando o tratamento for muito longo ou muito demorado talvez seja melhor planeja-lo em etapas, o que oferece ao aluno a oportunidade de negociar com o paciente a realização do tratamento por prioridades. Previsão de custo: para os cursos que cobram pelo tratamento, qualquer que seja o valor ou o tipo de cobrança, vale lembrar que esse tipo de conversa, embora muitos achem desagradável e até mesmo constrangedora, fornece ao aluno uma oportunidade de passar pelas mesmas situações pelas quais passará em sua futura vida profissional, mas sob a orientação, supervisão e, porque não dizer, socorro do professor. Termo de consentimento informado para execução do plano de tratamento proposto: é muito importante que as regras da clínica da faculdade estejam claras para o paciente. Saber que é o aluno que fará seu tratamento, que talvez esse tratamento demore mais tempo para ser concluído, que se ele faltar um determinado número de vezes implicará em seu desligamento da clínica, e, principalmente, concordar com as regras e autorizar o tratamento. Nós não podemos tratar de qualquer indivíduo que não queira ser tratado ou que não aceite as regras às quais terá que, obrigatoriamente, se submeter. O contrato de prestação de serviços odontológicos pode ser escrito ou verbal de acordo com o Código Civil, mas o Código de Defesa do Consumidor exige que seja escrito respeitando as limitações do paciente em relação à sua ignorância ou falta de informações a respeito da técnica. No caso de clínicas de Instituições de ensino, esse contrato pode ser substituído por um termo de consentimento de tratamento odontológico. A finalidade desse termo é deixar claro o tratamento que será realizado e as regras que o paciente deve seguir dentro das diversas clínicas em relação à faltas, horários, orientações, etc. Relatório de acompanhamento clínico: este documento é de extrema importância, pois fornece um relatório de todos os procedimentos realizados no paciente em ordem cronológica de atendimento. Como todos os procedimentos são anotados com a data em que foram realizados, especificando terapêuticas, drogas e materiais utilizados, o aluno que os realizou e o professor que o estava orientando, em caso de algum problema fica muito mais fácil esclarecê-lo ou mesmo solucioná-lo. Além disso, as faltas do paciente também precisam ser anotadas porque interferem na evolução do tratamento. A alta, mesmo parcial, ou o abandono, inclusive, devem ser anotados assim como o retorno do paciente para reavaliação periódica. Cópias carbonadas de atestados, prescrições, orientações e encaminhamentos a outros profissionais da saúde: esses documentos devem ser elaborados da maneira correta e apenas em caso de real necessidade. As cópias devem ser arquivadas junto ao prontuário, mas é imprescindível que sejam carbonadas. Caso a clínica tenha um formulário com essa finalidade, o preenchimento das lacunas e a assinatura do professor (não é permitido que aluno ou funcionário o assine) deverão ser feitas com a utilização de papel carbono ou de formulário contínuo carbonado, em duas vias. Além disso, não se pode esquecer a necessidade da aposição do carimbo que deve, obrigatoriamente, pertencer àquele que está assinando a receita ou o atestado. O fato de o papel ter o timbre da Faculdade, do Curso ou da Universidade não exclui a necessidade do carimbo de quem está assinando. Cópias de exames complementares realizados pelo paciente: radiografias e fotografias pertencem ao paciente independente do fato dele pagar ou não por elas ou pelo tratamento realizado. Portanto, sendo importante manter arquivado esse tipo de documento é necessário providenciar cópia ou que o paciente faça um termo de doação dos documentos e permita a utilização de sua imagem. Termo de consentimento para utilização dos dados do paciente (para trabalhos científicos, para apresentação em sala de aula ou congressos ou publicações): Não se pode confundir esse termo com aquele associado à pesquisa (Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Para maiores informações: conselho.saúde.org.br). Este consentimento só permite (e o paciente deve ser absolutamente esclarecido sobre isso) que nós usemos os dados e as fotos ou radiografias que obteremos ao longo de seu tratamento para apresentação em salas de aula, congressos, ou para publicação de trabalhos científicos em revistas especializadas. Juridicamente, as fotografias, modelos em gesso e radiografias pertencem ao paciente, independente do fato de serem ou não cobrados dele. Esse direito é garantido por ser um Direito da Personalidade, mais especificamente, Direito à Imagem. Mesmo que o paciente faça uma doação à Instituição, esses documentos só poderão ser utilizados com sua autorização expressa. O não cumprimento dessa diretriz pode dar origem a um processo por uso indevido da imagem. Outra informação que deve estar clara para o paciente é que o fato de fazer o tratamento na Instituição não está na dependência da sua concordância com esse termo, isto quer dizer que, o paciente pode perfeitamente se recusar a assinar o termo sem que isso signifique sua exclusão como paciente da Instituição. A questão do Prontuário odontológico é séria e não só sua elaboração mas, principalmente, sua implantação nas clínicas pode mostrar a necessidade de modificações na estrutura administrativa das clínicas. A triagem dos pacientes deverá ser adequada às novas peculiaridades, mas, por outro lado, tem-se a possibilidade de traçar melhor o perfil do paciente para as necessidades dos alunos nas variadas fases de aprendizado; se for feita por alunos, pode ser um excelente instrumento de ensino, demonstrando a ele a importância de se conhecer o paciente e saber conversar com as pessoas que procuram tratamento. Além disso, o correto preenchimento do prontuário fornece ao professor mais um instrumento de avaliação contínua do aluno. Sabe-se que o maior problema das clínicas odontológicas em Instituição de Ensino está relacionado com seu poder resolutivo devido ao nosso modelo de ensino compartimentalizado. Várias vezes já ouvimos a expressão o paciente começa na odontopediatria e acaba na prótese total talvez isso possa ser minimizado traçando-se melhor o perfil do paciente para o curso de graduação, fazendo verificações periódicas no relatório de acompanhamento clínico, melhorando, enfim, o fluxo dos pacientes com melhores encaminhamentos horizontais (entre as variadas clínicas) e possibilitando a implementação de clínicas menos segmentadas e mais integradas. O Prontuário Odontológico deve ser arquivado por 20 anos, segundo o Código Civil Brasileiro. Como é fácil perceber, todos os seus documentos, inclusive radiografias, fotografias e modelos devem ser mantidos em bom estado de conservação. É óbvio que ninguém possui espaço suficiente para guardar modelos de gesso de milhares de pacientes, além da possibilidade de fratura, o gesso costuma criar fungos por melhor que seja armazenado. Embora não possamos, ainda, lançar mão da imagem digital do modelo, podemos utilizar a reprografia (mais conhecida como xerox). Basta identificar e datar o modelo e obter uma cópia dele, essa cópia tem validade jurídica e é apenas mais uma folha de papel a ser arquivada. Pode ser que o pensamento "para que e por que tantas formalidades?" tenha passado pela sua cabeça. Mas o importante é saber que o prontuário deve ser corretamente elaborado e utilizado, dentro dos preceitos legais e éticos, além das necessidades clínicas. Não se deve ficar acorrentado a ele, mas também é necessária uma mudança na mentalidade, talvez um pouco comodista, que todos nós temos. Ter um bom prontuário, nas condições atuais que a odontologia se encontra perante a sociedade, implicará certamente em melhor relacionamento com o paciente, melhor imagem do cirurgião dentista como profissional da saúde com uma visão integral de seu paciente e diminuir a possibilidade de problemas relacionados ao serviço prestado ao paciente, caso haja alguma implicação judicial. 1 A pesquisa científica na graduação de Odontologia : descrição e avaliação da experiência da FO-UFF, RJ
Este trabalho descreve e avalia um proposta metodológica diferenciada de ensino, baseada na prática de pesquisa, constituida por : elaboração de projeto, coleta e análise de dados e produção de artigo, resumo e painel científico, por alunos da graduação em Odontologia da UFF/RJ, analisando trabalhos produzidos na disciplina de Metodologia Científica do segundo período. Apresenta evidências de que o princípio educativo da prática de pesquisa, identificado com a proposta de Educação Emancipadora ( Pedro Demo ) pode diferenciar os resultados do processo de ensino-aprendizagem, considerando o aspecto lógico e formal ( método de procedimento comparativo e estatístico teste exato de Fisher ) e o cognitivo, ( demonstração da capacidade crítica Taxionomia de Objetivos Educacionais ). Foram avaliados artigos científicos produzidos antes da implementação da prática de pesquisa ( G1 ) para comparação com trabalhos produzidos 8 semestres depois ( G2 ) quando a proposta já se encontrava consolidada. Os resultados demonstraram melhorias nos aspectos analisados, sendo : coerência entre Objetivos e Resultados = 44% ; Entre Metodologia e Conclusão = 56% ; definição de Objetivo = 33% ; Amostra = 29% ; Teste de Significância Estatística = 12% ; Gráficos e Tabelas = 76% ; Capacidade Crítica ( síntese e avaliação ) em G1 = 0% e em G2 = 56%. A prática de pesquisa na graduação pode aprimorar os resultados do processo ensino-aprendizagem. 2 AVALIAÇÀO DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE, PELOS ALUNOS DO NONO PERÍODO 2001
A Universidade tem por função gerar um saber comprometido com a construção do conhecimento; formação da mentalidade científica; a reflexão; a formação profissional; a criação e emprego de novas soluções para a comunidade que a cerca. O ensino odontológico não foge à regra, e por estar inserido neste contexto, necessita adequar ainda mais seus alunos. O presente trabalho tem por objetivo, conhecer as opiniões sobre o curso de Odontologia da Universidade Federal Fluminense, a partir da percepção dos alunos do nono período ( concluintes ). Para a execução do trabalho, foi utilizado o método indutivo com técnica de observação extensiva, aplicada através de um questionário elaborado para este fim. Os pesquisadores revelaram insatisfação em alguns aspectos, como condições relativas ao ensino, às instalações, material didático, biblioteca, e, nem sempre, foram estimulados à reflexão e à pesquisa científica. Por outro lado, foram estimulados ao trabalho como clínico geral, buscando atender interesses da comunidade em que vivem, melhoria da capacitação profissional, através de cursos de extensão, aperfeiçoamento e atualização. Embora a criticidade seja ainda incipiente, os pesquisadores avaliaram como BOM o curso que estÃo por concluir. 3 EVASÃO DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO UFF
A evasão de alunos no ensino superior brasileiro é um problema complexo, que envolve falta de convicção e insatisfação quanto ao curso escolhido, e, dedicação a outras atividades. Esta pesquisa tem como objetivo, verificar o percentual de evasão nos cursos oferecidos pela Universidade Federal Fluminense, destacando este comportamento no curso de Odontologia. Os dados foram obtidos através de levantamento documental. Foi observada evasão para os cursos de Ciências Médicas de 12%, de Estudos Sociais, de 12%, de Estudos Gerais, de 19% e o Tecnológico, de 15%. O curso de Odontologia apresentou evasão de 6%, Medicina, de 4% e Enfermagem, de 8%. Pode-se concluir que as carreiras da área biomédica que são no vestibular, e têm alto prestígio social, apresentam índice de evasão menor que o das outras áreas, e, igual ao das Ciências Sociais. Cabe destacar, que mesmo sendo um curso com alto investimento financeiro, a Odontologia apresenta um baixo índice de evasão, o que reflete na confiança que os alunos depositam na Universidade Federal Fluminense, como instituição formadora, e no retorno profissional que a Odontologia oferece. 4 PROCEDÊNCIA ESCOLAR EM ODONTOLOGIA UFF
Este estudo teve por objetivo, conhecer a procedência escolar dos acadêmicos, trazendo informações adicionais ao perfil do futuro Cirurgão-Dentista. Para este fim, investigaram-se 224 ( 64% ) graduandos em Odontologia da Universidade Federal Fluminense em 2001. Os dados foram tabulados e analisados através do teste não paramétrico do Qui-Quadrado, com nível de significância de 5%. Como resultado, verificou-se que 182 ( 81,2% ) acadêmicos procederam de escolas de ensino médio privadas e, 42 ( 18,7% ) de escolas da rede pública; 159 ( 70,9% ) dos acadêmicos fizeram complementação do ensino com cursos pré-vestibulares, 37 ( 88% ) deles, da rede pública e 122 ( 67% ) da rede privada; o teste mostrou-se significativo estatísticamente ( X = 6,363*, p= 0,05 ) para os alunos da rede privada que frequentaram os citados cursos; não houve diferença estatística significante entre o tempo de ingresso na universidade até e após 2 anos, tanto para os alunos que fizeram complementação do ensino ( p> 0,05 ), quanto para a origem da rede escolar ( p>0,05 ). Observou-se que os alunos da rede privada que fizeram complementação de ensino com cursos pré-vestibular, obtiveram maior êxito no exame vestibular, ingressando em maior número na universidade, embora não possa ser afirmado que esses alunos tenham ingressado com tempo inferior ou superior a 2 anos, considerando-se o término do ensino médio, o mesmo ocorrendo com os alunos procedentes das redes pública e privada, nesta amostra. 5 AVALIAR POR QUE? PARA QUE? - UFF _ Gouvea, C.V.D.
A busca por qualidade nos cursos de graduação, tem fomentado iniciativas nacionais de avaliação, como o Provão ENC. Uma avaliação contínua e sistemática deve objetivar melhoria no processo educativo; no entanto, um modelo único de avaliação corre o risco de desconsiderar as diversas realidades. A partir do momento em que se reconhece a necessidade da avaliação, toda a comunidade acadêmica deve estar envolvida de forma crítica, responsável e democrática. O objetivo desse trabalho foi promover uma reflexão sobre a questão da avaliação, visando contribuir para a discussão sobre o desenvolvimento de uma "cultura avaliativa ", envolvendo discentes, docentes e funcionários das instituições de ensino superior. Para tanto, optou-se por tratar dialeticamente, reflexões obtidas a partir de pesquisa bibliográfica referente à prática de avaliação. Observou-se que as mais variadas metodologias para efetivação de processos avaliativos vêm sendo implementadas. A eficácia do processo orienta-se pela definição de critérios internos ( auto-avaliação ) e externos, mediante uma dinâmica que envolve práticas formativas e somativas, devendo possibilitar correções ao longo dos trabalhos. Conclui-se que tal esforço só se justifica com o envolvimento da comunidade acadêmica e que a avaliação pode propiciar a tomada de decisões adequadas e éticas, no âmbito da busca por qualidade de ensino. 6 PRODUÇÀO CIENTÍFICA DESENVOLVIDA NA DISCIPLINA DE METODOLOGIA CIENTÍFICA UFF _ Silveira, F.M. _ Soares, E.L.
A prática da pesquisa como princípio científico e educativo é realizada por graduandos do segundo período de Odontologia, na disciplina de Metodologia Científica da Universidade Federal Fluminense. Há o constante estímulo à capacidade crítica do aluno, instrumentalização e experiência com a pesquisa científica. O objetivo deste trabalho foi o de analisar a produção científica realizada nesta disciplina. O método utilizado foi o indutivo. A técnica de pesquisa empregada foi a observação indireta, através da análise dos documentos da disciplina de Metodologia Científica ( artigos científicos e anais ) de 1999 ao segundo semestre de 2001. A análise foi procedida de acordo com os seguintes critérios : quantidade, área de conhecimento ( segundo o CNPq ), linhas de pesquisa ( laboratorial, clínica, sócio-epidemiológica do processo saúde-doença, percepções e práticas profissionais ), qualidade dos trabalhos ( aceitação em eventos científicos ). Observou-se que foram realizadas 90 pesquisas científicas. As áreas de conhecimento mais estudadas foram a Odontologia Social e Preventiva (54,4%) e a Clínica Odontológica (31,1%). Todas as linhas de pesquisa foram desenvolvidas, entretanto, prevaleceram as linhas percepções e práticas profissionais (50%) e sócio-epidemiológica do processo saúde-doença (25,5%). Inúmeros trabalhos enviados para eventos científicos, como reuniões da SBPqO, SBPC e ABOPREV, foram aceitos. Concluiu-se que a produção científica dos graduandos na disciplina de Metodologia Científica da UFF é satisfatória quanto à quantidade, abrangente quanto à Áreas de conhecimento e linhas de pesquisa e produz trabalhos qualificados. 7 PRÁTICA DE PESQUISA NA GRADUAÇÀO : EXPERIÊNCIAS DE PROJETOS CIENTIFICOS REALIZADOS NA DISCIPLINA DE METODOLOGIA CIENTIFICA DA UFF _ Silveira, F.M. A prática de pesquisa possui um papel transformador, podendo representar uma estratégia de mudança para uma melhor qualidade no ensino odontológico. Além disso, é um meio de analisar a realidade e oferecer instrumentos para contribuir com o planejamento de estratégias de promoção de saúde e com a prática profissional. Assim, recentemente, a disciplina de Metodologia da UFF tem despertado a atenção da comunidade acadêmica devido a proposta inovadora e revolucionária, que tem apresentado excelentes resultados sob os aspectos científicos e pedagógicos. Desenvolvida por Padilha & Matuck, em 1992, a disciplina estimula a capacidade crítica do graduando do segundo período de Odontologia, que se instrumentaliza e vivencia a prática da pesquisa, desmistificando o processo de produção científica. Nos últimos 2 anos foram realizados 90 pesquisas científicas. O objetivo deste trabalho é analisar e discutir algumas experiências desenvolvidas na disciplina de Metodologia Científica. Através de metodologia qualitativa foram analisados e discutidos os objetivos, metodologia e conclusão das seguintes pesquisas realizadas de 1999 ao primeiro semestre de 2001 : Tratamento odontológico em pacientes cegos do Instituto Benjamin Constant; Programa de Promoção de Saúde Bucal par crianças da comunidade de Jurujuba-Niterói-RJ; Técnicas alternativas na Odontologia : Acupuntura e Hipnose; Programa de Educação em Saúde para crianças e seus familiares; A relação dentista-paciente : abordagem psicossocial; Legislação e ética da discussão sobre as questões técnicas do tratamento odontológico; Aspectos biopsicossociais relacionados à saúde bucal do dependente de drogas psicotrópicas. Observou-se que estas experiências utilizaram abordagens diferenciadas do modelo tradicional, oferecendo subsídios teóricos e práticos para as discussões e reflexões sobre questões atuais e relevantes, de forma crítica e participativa. 8 A PESQUISA COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE _ Oliveira, V. Este trabalho apresenta uma proposta de caráter interdisciplinar, contemplando concomitantemente, 3 frentes de atuação : 1) A pesquisa, 2) As atividades clínicas e 3) A educação em saúde, a serem realizadas em postos de saúde municipais, em programas de integração docência-assistência. Esta proposta insere a pesquisa na arquitetura do projeto pedagógico na graduação, de forma sistemática e contínua, como um instrumento capaz de direcionar e avaliar o processo de ensino e aprendizagem. Promove a articulação das funções educacionais, nas quais os papéis dos docentes e discentes são os de integrar às atividades de pesquisa articuladas as demandaas dos serviços de saúde. Nas atividades clínicas empregaremos e demonstraremos a função e aplicabilidade da coleta de dados dos indicadores de saúde, desenvolvendo a autonomia e a capacidade crítica dos graduandos frente à abordagem do planejamento clínico individual e coletivo. Nas atividades educativas serão aplicados conteúdos sobre saúde, como via de construção do conhecimento e informação da realidade sociocultural. A metodologia empregada apresenta medidas de operacionalização e viabilização do incremento da produção acadêmica em nível institucional nas diversas disciplinas. Estabelecendo-se como um veículo de integração, avaliação e divulgação sistematizadas das condições de saúde dos serviços prestados pelos cursos de Odontologia. 9 PRINCIPAIS BARREIRAS DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NA ÓTICA DE PROFESSORES E ALUNOS DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE NO ANO DE 2001 _ Moraes, R.C.M. _ Calazans, P.M. _ Luz, S.A. A. _ Guimarães Jr, V. O processo ensino-aprendizagem se dá quando o aprendiz é reconhecido pelo outro. Vamos identificar as barreiras deste processo, na perspectiva dos alunos e professores. Para isso, utilizou-se como instrumento, a coleta de dados através de questionários pré-testados, distribuidos para 96 alunos e 24 professores no primeiro semestre de 2001, do ciclo profissionalizante do curso de Odontologia da UFF. Foram coletadas pela técnica da análise de conteúdo, verificando-se as respostas que apareceram com maior frequência e por percentuais. Pôde-se observar, em relação aos alunos, que 32,2% conseguem identificar barreiras no relacionamento com os professores; 20,8% apenas parcialmente e 47% não as relatam. As mais citadas foram: linguagem inadequada, didática deficiente, ausência de diálogo e de relações afetivas com os professores, bem como a falta de interesse dos mesmos na aprendizagem. Quanto aos professores. 20,8% afirmam perceber estas barreiras, 37,5% as percebem parcialmente e 41,6% não as identificam. Afirmam eles que as que interferem na aprendizagem são a falta de interdisciplinaridade, conteúdos programáticos distantes das necessidades reais dos alunos e a desmotivação gerada pelo atual sistema. Pode-se concluir que medidas destinadas a solucionar tais barreiras devam ser tomadas, visando otimizar o processo ensino-apredizagem. 10 PROFESSOR DE ODONTOLOGIA : UMA AVALIAÇÃO DOS SEUS ATRIBUTOS SOB A ÓTICA DISCENTE - UFF _ Graça, T.C.A
A maior aspiração do ensino odontológico atualmente, é a formação do profissional competente, não só no âmbito científico, mas também, com uma postura ética. Os objetivos desta pesquisa foram, conhecer sob a ótica dos alunos, os atributos do bom professor, verificar sua visão sobre uma boa aula teórica e o que esperam de um professor em clínica odontológica. Esta pesquisa utilizou um questionário aberto, em uma amostra de 103 alunos de três faculdades do Rio de Janeiro, uma privada e duas públicas. Atribuem como qualidade de um bom professor boa didática, 50% dos alunos da faculdade privada e 83% das faculdades públicas. Para a aula teórica, consideraram mais importante os alunos da faculdade privada, a utilização de um bom material didático (52%), enquanto os demais alunos, indicaram a objetividade (46%). Tanto os alunos da faculdade privada (49%), quanto das faculdades públicas (51%) esperam que o professor indique os procedimentos clínicos a serem executados. Concluiu-se que há necessidade na formação do docente, de cursos de pós-graduação que contribuam para sua desenvoltura didática. Os alunos ainda atribuem a maior responsabilidade do aprendizado à condução dos professores, havendo necessidade de revisão de conceitos para a percepção da sua participação no processo ensino-aprendizagem. 11 ROTEIRO DE PREENCHIMENTO COMO FERRAMENTA DO APRENDIZADO PARA AMPLA APLICAÇÃO EM ESTRATÉGIAS DE ENSINO _ Malheiros, C.F. _ Raldi, D.P. _ Amorim, C.V.G. _ Oliveira, R.B. A preocupação com o aprendizado do aluno tem sido crescente em todas as atividades de ensino. Neste contexto, o presente experimento apresenta o roteiro de preenchimento como ferramenta da aprendizagem, para aplicação em aulas expositivas, estudos dirigidos, seminários e outros. O roteiro é composto dos ítens e subítens do conteúdo programado com lacunas que deverão ser preenchidas no decorrer da atividade. Pode ser redigido na forma de ítens, tabelas. Textos explicativos, quadros esquemáticos, entre outros. O roteiro é regularmente distibuido no início da atividade, recolhido ao final, corrigido pelos professores e devolvido ao aluno. Desta forma, foram cuidadosamente elaborados dois questionários com vistas a identificar a opinião do corpo discente da disciplina de Endodontia da Universidade Ibirapuera São Paulo e de docentes de Odontologia de outras disciplinas e universidades. Os resultados revelaram que 88% dos alunos acham que o roteiro contribui para sua aprendizagem; 71,5% afirmam que seu interesse pela atividade aumenta; 65,7% atestam prestar mais atenção às atividades quando há roteiro e 85,7% pretendem utilizá-lo posteriormente, em sua vida profissional. Quanto aos professores : 61,5% acham que este tipo de atividade contribui para a aprendizagem do aluno e 69% admitem que o emprego dos roteiros sempre facilitará o estudo em casa. Os resultados permitiram concluir que o roteiro de preenchimento representa uma estratégia eficiente a ser aplicada nas diversas atividades teóricas. 12 CONHECIMENTO DOS PROFESSORES DO CURSO DE ODONTOLOGIA SOBRE PRONTUÁRIO ODONTOLÓGICO UNIB _ Varella, M.A. _ Tamoto, M. Este trabalho teve o objetivo de medir o conhecimento dos professores do curso de Odontologia sobre prontuário odontológico. Para tanto, foi elaborado um questionário composto de dez questões e aplicado em 45 professores. As perguntas tinham caráter geral e eram fechadas, embora tenha sido dada ao professor a oportunudade de fazer observações sobre elas. Dos 45 professores que responderam, oito (17,7%) não exercem atividade em consultório e 37 (82,2%) exercem atividade em consultório. Os resultados obtidos demonstraram que existe confusão em relação a formalidades estabelecidas por lei; aos conceitos envolvendo a elaboração do prontuário e à adequação do prontuário à especialidade exercida. 13 PRONTUÁRIO ODONTOLÓGICO NO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE IBIRAPUERA _ Varella, M.A. _ Silveira, F.R.X. _ Rode, S. M. O presente trabalho mostra o Prontuário Odontológico elaborado e utilizado na clínica do curso de Odontologia da Universidade Ibirapuera. Composto, basicamente, por: ficha de triagem, contendo dois odontogramas, ficha de identificação e anamnese, autorização para obtenção e utilização da documentação do paciente, termo de consentimento para realização de tratamento odontológico, ficha de plano de tratamento e previsão de custo, ficha de acompanhamento financeiro e atestado; tem a finalidade de proporcionar ao aluno a oportunidade de treinar um modelo de comportamento que será rotina em sua futura vida profissional, além da aplicação de conhecimentos técnico-científicos. 14 PROJETO DE DISCIPLINA DE INGLÊS INSTRUMENTAL PARA ODONTOLOGIA UNIB SP _ Zen, T. Neste trabalho, discutimos aspectos do ensino do processo de leitura de textos escritos em língua inglesa na área odontológica, focando, a partir disso, temas como interdisciplinaridade. discurso e possibilidades de leitura do texto científico. Para tanto, partiremos de uma abordagem instrumental em que se focaliza em primeiro plano a comunicação, daí basear-se em dois princípios gerais, que direcionam para a atitude e a motivação de aprendizes e mestres, a saber: _ é um ensino baseado nas finalidades do curso; _ é um ensino centrado no aprendiz. Posicionando-nos contrariamente à dicotomia entre as áreas do conhecimento e fundamentando-nos nas orientações das áreas que se ocupam dos fenômenos de aquisição de linguagem, pudemos constatar que a interação entre profissionais de diversas áreas é fundamental para que o resultado do ensino de estratégias de leitura para a área odontológica em questão, seja satisfatório. 15 MOTIVANDO O CORPO DOCENTE PARA O ENSINO À DISTÂNCIA EM ODONTOLOGIA FOUSP _ Skelton Macedo, M.C. _ Cardoso, R.J.A. _ Bombana, A.C. _ Antoniazzi, J.H. O ensino à distância é realidade no contexto brasileiro, mas ainda inspira receio por parte do corpo docente nas diversas escolas. Isto ocorre por implicar adaptações e investimentos pessoais e das universidades, o que exige tempo, atualização e verba disponível. A proposta deste trabalho é apresentar um exercício de fácil execução e aplicação, exigindo conhecimento mínimo de informática, permitindo desenvolvimento rápido, aplicação à distância e motivação do corpo docente e discente quanto ao processo de ensino não presencial. O exercício proposto exige conhecimento de ambiente Windows e do software PowerPoint 7,0, largamente utilizado na produção de material didático. A confecção parte de uma avaliação simples e pode servir como modelo de avaliação ou apenas reforço da informação das atividades teórico-práticas. Os exercícios permitem múltipla escolha e a alternativa inadequada remete o aluno de volta ao exercício proposto, permitindo correção e conclusão da tarefa. Desta forma, tanto professores como alunos iniciam sua inclusão no ensino à distância em Odontologia, sem receios. 16 DISCIPLINA DE ENDODONTIA : AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ALUNO DE GRADUAÇÃO FOUSP _ Skelton Macedo, M.C. _ Lemos, E.M. _ Lage-Marques, J.L. _ Antoniazzi, J.H. Os métodos de avaliação têm importância decisiva para o diagnóstico do processo de ensino-aprendizado e da aptidão do aluno em formação. Para tal, a definição de critérios pode fornecer dados objetivos e subjetivos de importância decisiva. O presente experimento mostra a aplicação de modelos de avaliação em dois momentos distintos no último trimestre das atividades programadas para a turma 2000/2001, obtendo dados individuais que geram informações quantitativas (certas e erradas) e qualitativas (análise da coerência) e o desempenho em grupos de discussão. Os resultados permitiram concluir que existem diferenças entre as avaliações quantitativa e qualitativa, apontando um método seguro e eficaz, e que a discussão em grupos identifica um importante modelo de ensino não presencial. 17 ORTODONTIA EM SAÚDE COLETIVA : FICÇÃO OU REALIDADE ? FAESA _ Rody Jr, W.J. _ Claudia, D.R. _ Freire, E.B. A FAESA tem como meta formar cirurgiões-dentistas voltados para prevenção e interceptação de distúrbios do sistema estomatognático. Esse objetivo pode se tornar um desafio para professores de Ortodontia, que durante anos foi vista como uma área inacessível aos programas preventivos em Saúde Coletiva. A disciplina de Ortodontia e Ortopedia Facial na FAESA é ministrada em três períodos consecutivos, sendo que no sexto período, o objetivo é integrar os alunos com comunidades carentes do município. Princípios básicos como crescimento craniofacial, desenvolvimento da oclusão e etiologia das más oclusões são ministrados no primeiro mês do período letivo. A seguir, os alunos estabelecem contato com a comunidade através de visitas aos domicílios e escolas, onde é feito o exame de crianças recém-nascidas e de três,sete e doze anos. Folhetos explicativos sobre fatores etiológicos da má oclusão são distribuidos aos pais durante palestras ministradas nas escolas. O resultado é recompensador para ambos os lados. Os alunos têm a oportunidade de observar distúrbios da oclusão nos seus diversos estágios de desenvolvimento e de aprimorar a capacidade de interagir com a população. Por outro lado, os membros da comunidade recebem benefícios educativos e as crianças com más oclusões em desenvolvimento são sekecionadas para receber tratamento interceptador na clínica infantil. 18 CONDICIONAMENTO FÍSICO NO CURSO DE ODONTOLOGIA FAESA _ Silva, L.A. O enfoque da disciplina de Condicionamento Físico no curso de Odontologia da Faculdade de Ciências da Saúde de Vitória FAESA, está voltado para três vertentes : - o condicionamento físico propriamente dito, que procura conscientizar e alertar o aluno de que o exercício profissional na Odontologia, exige esforço físico, mental e emocional, de significativa proporção; - a habilidade motora fina, que procura desenvolver e aprimorar a habilidade motora fina que é essencial para o bom desempenho da atividade profissional, cujo componente artesanal é bastante elevado e os ocupacionais de natureza mecânica, que são igualmente elevados, exigindo dos profissionais, especiais cuidados ligados à ergonomia. 19 UMA ABORDAGEM DIFERENTE DA EDUCAÇÃO FÍSICA CONDICIONAMENTO FÍSICO NO CURSO DE ODONTOLOGIA DA FAESA _ Silva,L.A. No incentivo da interdisciplinaridade vigente no curso de Odontologia da FAESA, e considerando-se que além do preparo técnico e científico para o exercício da profissão é exigido daqueles que a praticam, habilidades no dominío psico-motor, principalmente aquelas relacionadas com a motricidade fina, os professores da disciplina de Condicionamento Físico, desenvolvem um trabalho no sentido da coordenação motora, elemento fundamental para um bom desempenho profissional. Acreditam os professores, baseados nos estudos de Aprendizagem Motora (Magill), que o aprendizado preliminar de forma bem diversificada de coordenação dinâmica manual permitirá uma base sólida de movimentos coordenados, que facilitarão a transferência da aprendizagem das fases anteriores para as fases da técnica propriamente dita. Este enfoque passa pela Teoria da Hipótese de Variabilidade de Prática, que enfatiza que quanto mais parâmetros motores o indivíduo adquirir, mais fácil será seu aprendizado em situações novas. Desta forma, os professores do curso de Odontologia da FAESA vêem que interdisciplinaridade no currículo, facilitará o aprendizado do discente e colocará no mercado de trabalho, pessoas que possam de forma rápida e objetiva, resolver os problemas que a sociedade venha a lhes apresentar na vida profissional. Para tal situação, os professores realizaram com os alunos, o trabalho de Mosaico, pois acreditam que este elemento ajudará na formação do discente para o desempenho de habilidades motoras que facilitarão as disciplinas de Escultura Odontológica e de Dentística, dentre outras que tenham o enfoque da coordenação motora fina. 20 PBL UMA NOVA FORMA DE ENSINAR, UMA NOVA FORMA DE AVALIAR UNESP, Araçatuba _ Chiaratto, R.A. _ Saliba, N.A. A metodologia PBL (Problem Based Learning) propõe uma forma diferenciada de ensinar. Nela, o ponto central do processo ensino-aprendizagem é o aluno, o qual utiliza seu conhecimento prévio para buscar, de forma autônoma, porém orientada, por conhecimentos adicionais relativos ao tema em estudo. Essa busca por novas informações acontece de forma independente, por meio de pesquisas bibliográficas, entrevi stas, consultas à internet, possibilitando a integração das áreas básica e profissionalizante, assim como o estudo contextualizado e aplicado à solução de problemas. Uma das características que diferenciam esta abordagem metodológica o PBL do ensino tradicional é o fato do aprendizado se dar no ritmo próprio do aluno, que adquire não só conhecimentos, mas também habilidades e competências para a tomada de decisões em situações-problema. Sendo assim, acredita-se que a avaliação desta metodologia diferenciada de ensinar/aprender não possa ocorrer de forma tradicional. Este estudo propõe para o PBL uma avaliação centrada não só no conhecimento, mas também em habilidades e competências. Acredita-se que uma das maneiras possíveis para se alcançar tal proposição seja basear-se na Teoria da Modularidade, de Howard Gardner, que entende que o estímulo das várias inteligências desenvolve as competências e habilidades humanas, fator importante para o bom desempenho profissional. 21 ESTUDO DA PROPORÇÃO DE MULHERES ENTRE OS EGRESSOS DA FOA-UNESP _ Saliba, N. _ Moimaz, S.A..S _ Blanco, M.R.B. _ Vilela,R.M. Historicamente a Odontologia foi caracterizada como uma profissão tipicamente masculina. A primeira faculdade foi instalada em Baltimore, em 1840 e somente 26 anos mais tarde graduou-se a primeira odontóloga do mundo. A participação da mulher como força de trabalho tem aumentado nos últimos anos, nas diferentes atividades humanas. Este fato é também observado na área de saúde, especialmente em Odontologia. Os autores tiveram como propósito realizar uma análise quantitativa, numa série temporal, no que diz respeito à demanda do sexo feminino pelo curso de Odontologia. Utilizou-se o banco de dados da Faculdade de Odontologia de Araçatuba-UNESP. Foram analisadas 2558 fichas, correspondentes aos egressos do curso, desde os anos 60 até o ano de 2000. De acordo com os resultados obtidos constatou-se que de 1960 a 1970, 18,69% dos egressos eram do sexo feminino; de 1971 a 1980, 41,43%. Dos anos 1981 a 1990 a proporção de mulheres foi 51,5% e finalmente 59,95% de 1991 a 2000. Diante dos resultados, pode-se concluir que houve um aumento progressivo do número de mulheres no curso de Odontologia da FOA-UNESP, devendo as instituições de ensino, entidades de classe, estarem atentas a esse fato e avaliarem periodicamente as consequências e alterações decorrentes no mercado de trabalho. 22 A FORMAÇÃO NA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE ARAÇATUBA-UNESP E O EXERCÍCIO PROFISSIONAL _ Saliba, O. _ Moimaz,S.A..S. _ Saliba,N.A.. _ Furtado,J.F.
A explosão de faculdades de Odontologia gera preocupações e discussões quanto à qualidade dos cursos e o perfil dos profissionais formados. O Exame Nacional de Cursos foi implantado com o intuito de se avaliar os cursos existentes, bem como os egressos desses cursos. Os baixos salários, o grande número de profissionais, a má distribuição, entre outros fatores, atualmente têm levado as instituições odontológicas a refletirem sobre o perfil do cirurgião-dentista formado. O objetivo desse estudo foi avaliar, do ponto de vista dos ex-alunos a formação acadêmica na FOA-UNESP, e a atuação do profissional no mercado de trabalho. Foram enviados 240 questionários aos egressos nos anos de 1989, 1994 e 1999. Responderam ao questionário 55 profissionais, sendo 25,5%;21,8%;49,1% formados nos respectivos anos. 96,36% exercem a profissão. Especializaram-se 36%. Do total de especialistas, 80% atuam também em outras áreas. No que se refere à modalidade de trabalho, 69% são autônomos;32% são empregados, 11% trabalham no serviço público. Quanto à forma~ao obtida na faculdade, 40% condideram-na boa;56,4% muito boa e 3,6% regular. Conclui-se que a formação profissional na FOA-UNESP foi considerada satisfatória pelos egressos, porém há dificuldades no exercício profissional, tendo em vista que os especialistas estão atuando em áreas diversas daquelas nas quais especializaram-se. 23 CURRÍCULO INTEGRADO : DA TEORIA À PRÁTICA _ Noro, L.R.A. Várias são as definições de currículo. Mais importante do que a definição é a percepção sobre qual concepção de aprendizagem se orienta determinado currículo. O currículo por disciplinas, presente ainda hoje na organização da maioria dos cursos de graduação, tem como elemento básico uma metodologia pedagógica caracterizada pela transmissão de conhecimentos vinculada à memorização de informação. O curso de Odontologia da UNIFOR tem buscado a construção de um currículo integrado que permita efetiva interação entre ensino e prática profissional, tendo como referência um processo de ensino-aprendizagem que respeite o conhecimento prévio do aluno, enfatizando na reflexão, na crítica, na pesquisa e na criatividade os elementos fundamentais para a formação do aluno. Procurou-se definir o perfil do paciente atendido nas clínicas do curso para que isto servisse como referencial para a organização dos objetivos a serem alcançados pelo currículo. Progressivamente, o aluno vai se deparando com pacientes com perfil clínico mais complexo, até chegar aos dois últimos semestres em uma situação onde deve estar apto a resolver a totalidade dos problemas bucais do paciente, assim como propor atividades dentro de um referencial que utilize a epidemiologia e o planejamento. Com isto, procura-se a efetiva integração horizontal e vertical do currículo. 24 COMO MOTIVAR ADOLESCENTES EM SAÚDE BUCAL _ Costa, E.L. _ Silva, E.M. _ Costa, I.C.C.C. _ Costa, J. |