:: Resultado da Discussão Grupo
3 ::
Pergunta 1 - Como a integração do ensino poderá
contribuir para a formação do aluno, e a atenção
integral à saúde.
A abordagem da questão da integração do ensino
odontológico não é uma questão nova,
haja vista o conceito de clínica integrada e o plano piloto
de ensino integrado de Diamantina, que foi uma primeira tentativa
de resolver os problemas do ensino de Odontologia. Entretanto, o
ensino dos cursos de graduação continua fragmentado,
o que dificulta a atenção integral à saúde
levando a uma angústia que se reflete no corpo discente como
um todo.
É de suma importância a integração do
ensino devido a sua complexidade e uma discussão detalhada
deve ser levada a efeito. Assim, é possível construir
um ensino integrado, porém se não houver uma mudança
de conceitos e atitudes nem sempre esse tipo de ensino levará
ou resultará em uma ação de prática
integralizada.
É preciso questionar os porquês: definir a prática
que queremos e que conceito político-pedagógico vamos
adotar para formar o profissional necessário para a nossa
sociedade.
A saúde coletiva na odontologia como um modelo norteador
da ação integral à saúde poderá
ser um eixo aglutinador na formação do cidadão
do curso de graduação, não deixando de lado
uma adequada integração com os cursos de pós-graduação
lato e estrito senso.
Pergunta 2 - Em um currículo integrado
como contornar a problemática do professor especialista
O professor é o elo fraco do sistema, pois a fraca formação
pedagógica, perfil inadequado para a prática de clínica
integrada e a dificuldade de ultrapassar a barreira da fragmentação,
por ter sido formado no mesmo paradigma, dificultam uma prática
de ensino integrado.
Uma das maneiras de se conseguir a integração seria
unir o professor e o aluno numa proposta de construção
do conhecimento para atingir a ação integral.
O fato de o professor ter uma formação especializada
não limita o conhecimento geral e não impede que ele
tenha uma prática integrada desde que haja motivação
e sejam superadas as dificuldades já citadas.
Na formação do professor não esquecer do papel
dos cursos de mestrado, onde muitas vezes o recém-formado
inicia sua formação acadêmica sem ter a vivência
do todo, dificultando, no futuro, uma referência de atuação
integralizada. O mestrado pode formar o superespecialista desde
que construa também um profissional consciente do papel do
docente, com visão humanística e ética e com
a mentalidade de trabalho em equipe.
Os programas de pós-graduação têm como
tarefa a formação do professor, do especialista e
do pesquisador. A sua mensuração, pelos órgãos
competentes, é feita a partir da produção científica
através de publicações, gerando dificuldades
de conseguir uma identidade da formação do professor,
que possa atender às exigências da avaliação
e esquecendo da avaliação da formação
pedagógica e, conseqüentemente, dificultando a prática
da graduação.