:: Resultado da Discussão do Grupo
6 ::
Conclusões do grupo 6
Reunião do dia 29 de Julho de 2004
1)Como a integração do ensino
poderá contribuir para a formação e a atenção
integral à saúde?
Houve consenso do grupo de que a integração está
na ordem do dia e que o C.D. é um profissional que deve ser
visto como agente de saúde que muita vezes, em sua pratica
diária, diagnostica doenças não identificadas
por outros profissionais da área.
A interdisciplinariedade deve ser exercida para que se transforme
o conceito do paciente como objeto para paciente como sujeito, com
necessidades básicas para sua sobrevivência quais sejam:
condições de moradia, alimentação, educação,
etc. até porque, o contexto social exige hoje, a formação
de profissionais generalistas para dar conta das necessidades do
sujeito, assim, um profissional apto para integrar as equipes do
PSF. Um profissional capaz de integrar e se comunicar com profissionais
de outras áreas de saúde.
Para tanto, o grupo acha recomendável que sejam combatidos
alguns entres:
- Nas escolas particulares, as freqüentes mudanças no
corpo docente;
- As disciplinas do ciclo básico, que o grupo recomenda serem
chamados de fundamentais não devem ser desvinculadas da pratica
clinica e se possível ser ministradas por CD. O aluno deve
enxergar a integração a partir do ciclo fundamental.
- Os projetos pedagógicos serem construídos e executados
com a finalidade de formar o profissional integral para evitar o
desejo de especialização pelo aluno já nos
primeiros anos de curso. Esta idéia é reforçada
pelos próprios professores que são na totalidade,
especialistas que exercem seu poder coercitivo sobre os alunos e,
invariavelmente solicitaram orientação de especialistas.
- Sugestão do grupo para este problema é de que os
cursos de especialização e mestrado não aceitem
alunos recém formado. É necessário que se tenha
um tempo mínimo de pratica clinica generalistas.
- Devem ser incentivadas as discussões com o grupo de professores
sobre integração vertical e horizontal. Reunião
por eixos de conteúdo. Estes conteúdos devem ser readequados
para que se atinja o objetivo que é formar o profissional
com o novo perfil: o do profissional que extrapola a boca e o corpo.
- O bom planejamento de casos clínicos é fundamental
para solucionar a compartimentalização da CI independente
de quem orienta, se bem planejado o caso, o aluno poderá
ter a visão integral do mesmo. A maior aproximação
com a realidade social durante a formação do aluno
deve ser incentivada. Ainda, há que se quebrar paradigmas
tais quais: acomodação do corpo docente principalmente
das publicas.
- Mudança da mentalidade sobre o mercado de trabalho, pois
hoje o maior empregador formal é o SUS. Esta questão
é reforçada pela lei 80/80 e pelas diretrizes curriculares
que apontam para a formação do generalista adequado
as estategias das políticas publicas de saúde, pois
a atual destinação de verbas para a saúde bucal
é fato jamais vistona politca de saúde do pais.
02 - Em um Curriculum integrado, como contornar
a problemática do professor especialista?
- integração das disciplinas básicas e profissionalizante
- clínica integrada antecipada
- Problematização de casos na clínica integrada
- Nortear eixos para integração. Ex.: propedêutica
- Reforçar a questão do planejamento para os casos
clínicos a serem tratados
- Filosofia de trabalho continuado desde a pré-clínica
- Criar a idéia do paciente vinculado ao aluno o tratamento
é de responsabilidade do aluno ' início e fim
- No projeto político pedagógico deve se adequar a
ação docente do especialista ao perfil do profissional
a ser formado.
- Oficinas didático pedagógicas. Apoio da direção
para que os docentes sejam adequados a filosofia da integração
- Formação dos professores dentro da própria
instituição, pelos próprios colegas
- O especialista ainda é importante pois em casos especiais
em termos de complexidade a solução cabe a eles. Por
outro lado, são casos que não devem ser objeto de
graduação.
- Promover reuniões de calibração, mas evitar
que sejam um momento de reafirmação de conhecimentos
super especializados
- A CAPES deve ter uma ação conjugada com as diretrizes
curriculares.
- Estágio docente em clínica integrada deve ser adotado
pelos programas de mestrado.
- Discussões entre prof. de varias especialidades para estabelecer
condutas comuns na clinica
- O professor de clínica deve ser eclético mas totalmente
parece ser impossível.
- Reflexão - será que o professor generalista sobrevive
no mercado de trabalho da docência, já que e exige
dele qualidade e quantidade de publicações.
- A formação de docentes não esta em consonância
com a graduação
- A graduação já esta se adequando, falta adequar
a pós-graduação
- Os professores não tem bagagem clínica suficiente
- A formação dos dirigentes da Capes é, na
maioria das áreas básicas.
- Conseqüentemente não há sensibilidade para
a vivência clinica
- Os trabalhos de teor integrado não são aceitos para
a publicação.
- Alunos com mais publicações são preferidos
nos programas de mestrado do que profissionais com vivência
clínica
- Os mestrados não preconizam a prática, portanto
os mestres não podem ser considerados especialistas.
- Quem levou à super-especialização da graduação
foram os programas de pós graduação strictu
sensu
- Há que se rever o papel dos programas de mestrado que deve
ser a formação de professores de odontologia.