Abeno e CFO analisam expansão dos cursos
de Odontologia e critérios de qualidade

Em ação conjunta, a Abeno e o CFO reuniram-se mais uma vez para analisar a expansão dos cursos de Odontologia e a necessidade de critérios de qualidade mais específicos para a área, com o objetivo de promover a excelência desses cursos.

Nesse sentido, a profa. Maria Celeste Morita, presidente da Abeno, reforçou a necessidade de que “o Documento Orientador das Avaliações in loco de cursos de Odontologia, produzido coletivamente com a participação de IESs de todas as regiões brasileiras, seja definitivamente implementado na área”. Segundo ela, “o atual documento que subsidia a avaliação in loco prévia à abertura de cursos e nas etapas subsequentes do SINAES não possui detalhamento técnico suficiente para orientar o avaliador in loco”.

Morita destaca que a área tem muitas especificidades, por exemplo, o que significa um excelente laboratório pré-clínico de Odontologia?

Esses e outros exemplos foram discutidos na reunião, tendo o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), do MEC, Henrique Sartori, se comprometido a analisar o Documento Orientador produzido assim como, juntamente com o Inep, dar prosseguimento nesta importante contribuição à Odontologia.

CFO, Abeno e MEC
têm como objetivo comum
a qualidade do ensino

A reunião com o secretário de Regulação e Supervisão do Ensino Superior, prof. Henrique Sartori Prado, foi muito proveitosa. Pontuamos dois aspectos fundamentais como o aumento indiscriminado de faculdades de Odontologia e a implantação, nestes cursos, do Ensino a Distância, em especial pela repercussão que isso tem acarretado e poderá ainda se agravar no tocante à qualidade do ensino odontológico. Ao final saímos satisfeitos com o entendimento mantido e, principalmente, por termos estabelecido um importante canal de negociação e participação para as entidades representativas da Odontologia, pois se concluiu que tanto o CFO, a ABENO e o MEC têm como objetivo comum à qualidade do ensino.”
Rogério Zimmermann, tesoureiro do CFO

Também foi discutida a importância de critérios para utilização da modalidade EAD na área.

Tanto o CFO como a Abeno mostraram preocupação com a possibilidade de abertura de cursos nesta modalidade. Ambas as entidades, Abeno e CFO, destacaram que “o uso de recursos tecnológicos didáticos à distância que apoiem o desenvolvimento do ensino é bem-vindo, mas a graduação inteiramente nesta modalidade não criaria as condições necessárias para o desenvolvimento do cirurgião-dentista brasileiro, que se destaca internacionalmente por seu reconhecido mérito técnico e científico”.

Odontologia

CFO também solicita suspensão

de novos cursos por 5 anos

No documento OF. CFO 1573, de 21/11/2017, o presidente do Conselho Federal de Odontologia Juliano do Vale solicita ao ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, a interrupção da abertura  de novos cursos de Odontologia, na mesma linha adotada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

O CFO considera a legitimidade da demanda do CFM e manifesta-se a favor do movimento, requerendo ato governamental para a suspensão de novos cursos de Odontologia por 5 anos.