Reunião da Abeno apresentou
12 diretrizes ao Estágio Supervisionado
 

Foto: Prefeitura de Vinhedo-SP

Durante a 52ª Reunião da Abeno deste ano, em Juiz de Fora (MG), foram apresentadas pela profa. Ana Isabel Fonseca Cause, 12 diretrizes para o Estágio Supervisionado em Odontologia. Entre eles, a flexibilização dos cenários de estágio; que o estudante conheça o mercado de trabalho sob supervisão; que participe dos três níveis de atenção, buscando a integralidade; considerar a realidade local para o cumprimento da porcentagem de estágio no SUS; importância de realização de ações de promoção e prevenção à saúde, entre outros.

Conheça as 12 Diretrizes na íntegra, aqui.

Diretriz 1

a) A flexibilização dos cenários de estágio precisa ser entendida como ponto importante da diretriz.

b) Importante definir na DCN que 25% dos estágios extramurais sejam preferencialmente no SUS.

c) Repensar os processos de autorização de curso para que novos cursos sejam permitidos apenas após a IES pactuar com o serviço local de saúde

Diretriz 2

a) O estudante deve conhecer o mercado de trabalho sob supervisão.

b) Deve haver professores supervisionando as atividades de estágio mesmo que não seja supervisão direta, in loco.

Diretriz 3

a) O estudante deve participar nos 3 níveis de atenção buscando o entendimento da integralidade.

Diretriz 4

a) Deve ser considerada a realidade local para o cumprimento da porcentagem de estágio no SUS. Não houve consenso se a porcentagem de estágio ideal deve ser 100% SUS.

b) O aluno deve compreender os diferentes níveis de atenção, mantendo a importância de parte do estágio sendo realizada extramurais.

c) Importância de realização de ações de promoção e prevenção à saúde.

Diretriz 5

a) Necessário estabelecer convênio entre instituições e estágios no SUS e, para isso, é necessário que esteja regulado segundo os princípios do SUS.

b) A redução das equipes de saúde bucal em algumas regiões e o enfraquecimento das políticas diminuem as possibilidade de campo de estágio.

Diretriz 6

a) Necessidade de entendimento e normatização do que deve ser considerada como Clínica Integrada.

b) Separação das clínicas intramurais com o estágio extramurais, mantido o entendimento que o estágio extramural é fundamental para a formação integral do aluno.

c) Necessidade de supervisão do estágio, mesmo que não seja supervisão direta in loco.

Diretriz 7

a) A definição do local do campo de estágio em unidades públicas do SUS.

b) Deve ser ampliada a discussão conceitual de estágio e a elaboração das diretrizes 7 e 8 precisam ser escritas de forma que não se oponham à legislação vigente.

Diretriz 8

a) A definição do local do campo de estágio em unidades públicas do SUS.

b) Deve ser ampliada a discussão conceitual de estágio e a elaboração das diretrizes 7 e 8 precisam ser escritas de forma que não se oponham à legislação vigente.

c) A porcentagem mínima necessária de 25% nas unidades públicas do SUS foi mantida como consenso.

Diretriz 9

a) Como ponto importante desta diretriz foi a compreensão do que seria supervisão direta. Consideramos a supervisão direta como a atuação do docente como planejador, supervisor, articulador com a Unidade Básica de Saúde, elaboração do cronograma de atividades do aluno na unidade, porém sem obrigatoriamente haver a presença docente em todas as atividades o que seria inviável para a maioria das IESs. O elenco das atividades a serem desenvolvidas e seus objetivos devem ser pactuados com os preceptores da unidade, dessa forma respeitando o conceito de estágio.

Diretriz 10

a) A forma como está descrita o ônus está totalmente voltado para IES. Proposta de haver uma regulamentação por parte do serviço, traçar normas para que serviço absorva os estágios e atue em conjunto com a IES.

b) Articular com os cursos da saúde a divulgação e as negociações do Copais, com a estratégia de regulamentação da parceria da IES com a rede.

Diretriz 11

a) Rever a presença do docente in loco, considerar a presença do preceptor seja ele do serviço ou da IES, mantendo a supervisão e coordenação por parte de um docente.

b) Repensar o contexto loco regional para a avaliação in loco.

Diretriz 12

a) Nesta diretriz foi debatido o papel do professor de clínica no estágio supervisionado, além da participação dos professores de saúde coletiva. Este papel foi colocado como um desafio de trazer o docente de clínica para a realidade da rede pública de saúde, o que poderia ser feito através do Projeto Pedagógico de Curso (integração da saúde coletiva às demais áreas do curso e a inserção do curso na rede SUS).

b) Foi enfatizado que o perfil e a sensibilização do docente de clínica é fundamental,caso contrário ocorre uma desconstrução da pactuação com a rede SUS previamente desenvolvida. Outra estratégia sugerida, seria a admissão de docentes em concursos com perfil multidisciplinar (exemplo: saúde coletiva e alguma outra especialidade).