Propostas Análise das Diretrizes Curriculares Projetos Pedagógicos

Subsídios para o Projeto Pedagógico do Curso de Odontologia

APRESENTAÇÃO   

Projeto pedagógico é uma proposta de trabalho integrado que descreve um conjunto de capacidades a serem desenvolvidas em uma dada clientela, os referenciais a elas associados e a metodologia a ser adotada.
O presente Projeto Pedagógico foi submetido à 33a. Reunião da Associação Brasileira de Ensino Odontológico (ABENO) e 34o. Encontro Nacional dos Dirigentes das Faculdades de Odontologia, em Fortaleza (1998). O tema oficial desta Reunião "Projeto pedagógico para o curso de odontologia", culminou estudos em andamento, com apresentação da proposta formulada pelo "Grupo de Estudos sobre Ensino de Odontologia" do NUPES da USP e da Comissão de Ensino da ABENO.

(Antonio Cesar Perri de Carvalho)

 

SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO

As capacidades compreendem dimensões cognitivas (raciocínio/memória), afetivas (valores/atitudes) e psico-motoras (condicionamentos/habilidades), consideradas em suas inter-relações e em níveis progressivos de detalhamento.
Os referenciais são os "conceitos programáticos" que refletem o estágio atual das diferentes áreas de conhecimento correspondentes aos componentes curriculares.
A metodologia envolve o processo de gestão e o processo de ensino-aprendizagem. Integram o processo de gestão o planejamento, a coordenação e a avaliação do projeto pedagógico. O processo de ensino-aprendizagem é descrito de acordo com objetivos e diretrizes gerais, no programa institucional e as disciplinas estarem integradas.
O planejamento refere-se à elaboração e adequação (revisão periódica) do projeto pedagógico. A coordenação refere-se à execução das disciplinas, estágios e demais atividades didáticas. A avaliação formativa é feita durante a execução do projeto e permite a introdução de alterações que se façam necessárias. A avaliação somativa é feita ao final de um ciclo e permite que sejam introduzidas no ciclo seguinte para melhor adequá-lo às finalidades e contingências organizacionais.
O projeto pedagógico corresponde a uma necessidade de formação do sujeito pelo desenvolvimento de capacidades relevantes para sua atuação na sociedade. Implica, pelo menos, em uma dimensão cognitiva (conhecimento/raciocínio) e uma dimensão moral (ética). Envolve a capacitação nas dimensões profissionais e de cidadania.

 

QUESTÕES FUNDAMENTAIS

Deve fornecer resposta a algumas questões fundamentais, dentre elas, as seguintes:

  • Estado final pretendido (objetivos):

  •  - Qual o perfil do sujeito que se quer formar?
  • Referencial cultural:

  •  - Quais os componentes curriculares relevantes para tal perfil?
     - Qual o papel de cada referencial cultural na formação do sujeito?
  • Estado inicial observado:
  •  - Qual o perfil de entrada do sistema?
     - Quais as tendências observadas?
  • Estrutura curricular:
     - Como as diversas matérias são desdobradas em disciplinas e atividades?
  • Planejamento:
  •  - Quais os objetivos a serem atingidos?
     - Quais as diretrizes gerais para o processo?
     - Como serão detalhados e operacionalizados?
  • Coordenação:

  •  - Quem acompanha a execução do projeto pedagógico?
     - Como é orientada a solução dos problemas?
     - Como são envolvidos os vários agentes no processo?
  • Avaliação:
  •  - Quais as informações relevantes para tomada de decisões quanto ao projeto pedagógico?
     - Como são obtidas?
  • Ensino-aprendizagem:
  •  - Quais são as diretrizes gerais, quanto aos processos de ensino-aprendizagem?
     - Como são aplicadas nos programas de disciplinas e atividades?
  • Estado final observado:
  •  - Qual o perfil de saída do sistema?
     - Qual é o desempenho dos formados?

 

ESTRUTURA DO PROJETO PEDAGÓGICO

1. OBJETIVOS GERAIS:

Definição do perfil do sujeito a ser formado, envolvendo dimensões cognitivas, afetivas e (se for o caso) psicomotoras, nas seguintes áreas:
a) formação geral: conhecimentos e atitudes relevantes para a formação científico-cultural do aluno;
b) formação profissional: capacidades relativas às ocupações correspondentes;
c) cidadania: atitudes e valores correspondentes à ética profissional e ao compromisso com a sociedade.

 

2. DIRETRIZES GERAIS:

Definição das diretrizes a serem observadas no processo de formação tais como: participação, avaliação, qualidade, ética nas relações professor-aluno, atendimento ao aluno, auto-disciplina, pontualidade, serviço à comunidade e outras julgadas relevantes.

 

3. COMPONENTES CURRICULARES:

Delimitação das diferentes áreas do conhecimento que integram o currículo e descrição do seu papel na formação do aluno.

 

4. ESTRUTURA CURRICULAR:

Desdobramento das diretrizes curriculares em matérias, disciplinas e atividades, com cargas horárias e créditos correspondentes, seriação e pré-requisitos.

 

5. ELENCO DE DISCIPLINAS:

Relação de disciplinas e respectivos programas contendo:
· ementário (síntese de objetivos e conteúdo);
· objetivos específicos;
· conteúdo programático;
· metodologia do trabalho;
· forma de avaliação;
· bibliografia básica.

Atualmente, o Projeto Pedagógico está incluído como um dos três itens maiores no processo de avaliação das condições de oferta dos cursos, desde a proposta de criação até o reconhecimento e a renovação de credenciamento do curso.
O Projeto Pedagógico passou a ser previsto pela própria "Diretrizes Curriculares".

 

BIBLIOGRAFIA:

PERRI DE CARVALHO, A.C. Ensino de Odontologia em Tempos da L.D.B. Canoas: Ed. ULBRA, 2001, p.27-30

 

 

Subsídios para o Projeto Pedagógico do Curso de Odontologia

APRESENTAÇÃO   
        

O Artigo 12 da Lei 9.394/96 (L..D.B.) determina que ös estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de : I. elaborar e executar a sua proposta pedagógica: ...".

Projeto pedagógico "é uma proposta de trabalho que descreve um conjunto de capacidades a serem desenvolvidas em uma dada clientela, os referenciais a ela associados e a metodologia a ser adotada." (SOUZA)

Diante de tantas dificuldades (salários, disciplina, avaliação, número de alunos por sala, falta de material didático, contratos, mensalidades, etc.), por que a escola deve se interessar pelo Projeto Pedagógico? Muitas vezes, no dia a dia, a preocupação da direção acaba sendo que a escola funcione, e a dos professores acaba girando em torno do manter a disciplina e cumprir o programa".

(VASCONCELOS)

 

OBJETIVO DESTE MANUAL

Na tentativa de ajudar os responsáveis pela elaboração do projeto pedagógico, organizamos este manual, que tem por objetivo oferecer uma orientação geral aos docentes e pessoal técnico administrativo das instituições de ensino odontológico.

É preciso lembrar que cada curso tem características próprias que deverão ser consideradas para a elaboração do projeto pedagógico. Assim, orientações específicas poderão ser buscadas junto a pessoas qualificadas.

 

INTRODUÇÃO

A elaboração de um projeto pedagógico de uma instituição deve ser um trabalho conjunto, de equipe, com representantes da administração, corpos docente e discente, ex-alunos, funcionários e comunidade. Este trabalho não pode ser feito individualmente e nem imposto a todos.

O primeiro passo para iniciar-se esse trabalho, é instituir um gupo de trabalho, formado por representantes das diferentes áreas, para elaboração de um projeto pedagógico inicial, desencadeando, a partir disto, um processo sistemático e ordenado de trabalho.

Há pelo menos três premissas fundamentais para que o trabaho tenha sucesso:

* apoio institucional,

* participação de, pelo menos, a maioria do corpo docente.

* concordância com as decisões tomadas pela maioria, por parte dos que se recusaram a participar do trabalho.

IMPORTANTE: Três pontos de referência são vitais para o trabalho: o conceito de formação de um indivíduo de nível superior, a visão glogal do processo de formação do cirurgião-dentista (perfil profissional) e o reconhecimento de que as disciplinas num curso de graduação, fazem parte de um todo, cujo objetivo á a formação do profissional desejado, ou seja, só serão incluídas as disciplinas e as atividades realmente relevantes para essa formação, com o conteúdo e a carga horária necessários em cada uma das etapas do curso.

A elaboração do projeto pedagógico pressupõe a integração do corpo docente como um todo, que poderá ser obtida com o estabelecimento de uma "linguagem comum" em torno dos objetivos do curso. Essa linguagem tem diferentes níveis:

As atividades dos docentes de uma mesma disciplina devem ser coerentes com os objetivos a serem alcançados e avaliados na disciplina e com os objetivos gerais do curso.

Todos os docentes, de todas as disciplinas, devem estar cientes de todos os objetivos do curso, para não haver conflitos conceituais ou de técnicas e para se buscar a integração.

A estrutura curricular deve ser conhecida por todos os professores.

Com esse processo espera-se conseguir um melhor entrosamento entre os professores e transmitir maior segurança aos aluno durante o desenvolvimento do processo de ensino/aprendizagem. Os professores podem ter pontos de vista diferentes em relação a um mesmo assunto e aos alunos devem ser habituados a lidar com informações divergentes que possam receber durante o curso, desenvolvendo espírito crítico e emissão de julgamentos com base científica. Os docentes devem discutir os objetivos das disciplinas considerando sua relevância, conteúdo, carga horária necessária para aprendizagem, localização adeguada no currículo, etc. Desta maneira, o pessoal docente ficará mais integrado.

 

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO PEDAGÓGICO

 

1 - DEFINIÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL - (Objetivo geral do Curso)

Aqui são definidas as características do profissional a ser formado, que devem explicitar a filosofia que norteia o curso, mencionar as competências gerais que o aluno deve ter ao concluir o curso e o seu campo de atuação.

É necessário lembrar que "preparação para atuação profissional" significa tornar o aluno apto a:

* desenvolver trabalho preventivo

* atuar em grandes centros urbanos e/ou pequenas localidades;

* realizar trabalho autônomo ou assalariado;

* atuar considerando os aspectos humanísticos e éticos, e não apenas seu preparo técnico científico;

* planejar e administrar serviços de saúde, públicos e privados;

* demonstrar capacidade de liderança e ter participação ativa na sua comunidade;

* propor planos alternativos de tratmento, de acordo com a condição sócio-econômica do paciente;

* racionalizar o trabalho;

* delegar funções para auxiliares;

* usar informática

* fazer pesquisas (coletar e analisar dados, publicar relatórios científicos).

 

2 - ESTRUTURA CURRICULAR

Uma vez discutido, entendido e acordado qual tipo de profissional que a Instituição deseja formar, deve-se trabalhar na estrutura curricular do curso.

ATENÇÃO - Lembrar que a LDB em vigor extinguiu os currículos mínimos, dando LIBERDADE e FLEXIBILIDADE às Instituições para elaborarem seus próprios currículos, tendo como base a Diretriz Curricular para a Odontologia, estabelecida para SESU/MEC e aprovada pelo Conselho Nacional de Educação.

O currículo deve ser estruturado de maneira a possibilitar o alcance do objetivo geral do curso. Para tanto, as competências devem ser especificadas em atividades que o cirurgião dentista deve estar apto a desempenhar.

Faz-se então a análise destas atividades e elaboram-se os objetivos específicos (ou comportamentais) para os passos de cada uma delas. Esses objetivos serão distribuídos aos alunos, no início de cada período letivo (Parágrafo 1º, Artigo 47 da LDB).

Estabelcidos os objetivos gerais e específicos necessários para capacitar os alunos, é preciso organizar o conteúdo programático que permita o alcance dos objetivos propostos. Este conteúdo deve ser distribuído ao longo do curso, de maneira integrada (horizontal e verticalmente), para facilitar e aprendizagem do aluno.

Integração horizontal: ordenação dos conteúdos durante o curso, de maneira que os conhecimentos adquiridos no início do mesmo constituam embasamento para os anos subsequentes. Ex.: "cárie" será um conteúdo abordado durante o curso inteiro, em diferentes níveis de complexidade

Integração vertical: relacionamento entre os conteúdos dentro de um mesmo semestre, de maneira a possibilitar a integração dos conhecimentos. Ex.: Técnicas Anestésicas, Terapêutica Medicamentosa, Exodontia

 

3 - INTEGRALIZAÇÃO

Estabelecer o número de créditos necessários para a graduação, com  a equivalente carga horária e ao número mínimo e máximo de semestres em que o curso deve ser integralizado (Respeitar as exigências da LDB e da Diretriz Curricular da Odontologia).

 

4 - COMPONENTES CURRICULARES

Descrever as áreas de conhecimento que compõem o currículo, com a porcentagem da carga horária geral do curso destinada a cada uma delas.

* Área de Ciências Humanas (formação cultural, humanística e ética).

* Área Básica

* Área Profissionalizante.

* Área Complementar (Disciplinas optativas e Extra-Muros).

Devem também ser informados:

* número de vagas para ingresso;

* forma de acesso (vestibular, análise de currúculo, etc.);

* número de entradas anuais;

* forma de acesso a vagas remanescentes, se disponíveis;

* regime de frequência (integral ou parcial);

* oferta de disciplinas (seriado ou semestral);

* limite de créditos para matrícula em cada semestre, ou ano;

* pré-requisitos para cada disciplina;

* número de créditos de cada disciplina;

* créditos das disciplinas optativas (se valem, ou não)

* documento oficial do reconhecimento do curso.

 

5 - ELENCO DAS DISCIPLINAS

Cada uma das disciplinas que compõem o currículo (obrigatórias e optativas), devem ser descritas com seus respectivos:

* Ementa: descrição sucinta do que é tratado na disciplina. Isto não significa uma listagem dos tópicos ou itens a serem abordados. Exemplo:

Disciplina: Anestesiologia

Estudo dos aspectos farmacológicos das anestesias locais, das técnicas anestésicas intra e extra-bucais utilizadas em Odontologia e das possíveis complicações devidas aos anestésicos locais.(Obs.: a ementa é colocada no Catálogo do Curso).

* Objetivo geral: é a formulação geral da competência que se espera do aluno ao terminar um curso, disciplina ou uma unidade de ensino. É também chamado de objetivo geral ou objetivo educacional.

Exemplo: O aluno deverá ser capaz de executar uma anestesia do nervo naso-palatino.

* Objetivo específico: é a determinaçào do que se pretende que o estudante seja capaz de fazer (ou demonstrar que sabe fazer) ao término de um determinado tópico da aprendizagem. Seu desempenho deve ser observável e mensurável. Este tipo de objetivo é também chamado de objetivo comportamental ou objetivo de ensino.

Exemplo: Avaliar a profundidade da anestesia, descrevendo seus sintomas e os procedimentos para esta avaliação.

* Conteúdo programático: é a listagem de todos os tópicos, unidades ou itens que serão estudados durante o desenvolvimento da disciplina. Exemplo:

Introdução ao estudo da anestesia. Farmacologia dos anestésicos locais: conceito, identificação, mecanismo de ação, efeitos farmacológicos, vias de metabolização e excreção. Potenciação, toxicidade, possíveis complicações sistêmicas, indicações e contra-indicações. Doses mínimas e máximas, doses utilizadas na clínica odontológica e seleção do anestésico local adequado para cada intervenção. Instrumental em Anestesia; tipos de anestesias, indicações e contra indicações. Técnicas anestésicas intra-bucais e extra-bucais: indicações, contra-indicações, pontos de referência para realização, avaliação da profundidade da anestesia, possíveis acidentes, descrição dos passos da técnica. Complicações devidas à anestesia local. Anestesia em pacientes especiais (criança, gestante, idoso, pacientes com alterações cardiovasculares, diabéticos, asmáticos, pacientes com hipertireoidismo, insuficiência renal e hepática).

(Obs.: o conteúdo programático, em forma de objetivos específicos, é colocado no Guia Curricular ou Guia do Aluno).

* Sistema de avaliação: deve ser apresentado aos alunos no primeiro dia de aula, contendo, pelo menos:

* calendário das provas, com as datas, horários e objetivos que serão cobrados em cada uma delas;

* tipo de avaliação que será realizada;

* sistema de aprovação (médias das provas, trabalhos, etc.);

* se haverá, ou não, provas complementares para quem não alcançar a média;

* frequência mínima para ser considerado aprovado na disciplina;

* como serão resolvidos os casos de faltas nas provas

 

* Bibliografia básica: é a leitura mínima obrigatória, parte do processo da aprendizagem fundamental. Indicar a bibliografia a ser utilizada, indicando os capítulos e/ou páginas que deverão ser estudados em cada tópico

* Bibliografia complementar: é a leitura recomendada para aumentar os conhecimentos sobre determinados assuntos, criando a oportunidade de adentrar nas idéias de diferentes autores.

 

6 - ATIVIDADES DE ENSINO ALÉM DA GRADUAÇÃO (se houver)

Cursos de pós-graduação:

* stricto sensu (Mestrado e Doutorado)

* latu sensu (Especialização, Aperfeiçoamento e outros

Para cada um dos cursos, deverão ser descritas suas relações entre si e com o ensino de graduação, incluindo (tal como nas disciplinas do curso de graduação) suas ementas, objetivos gerais, objetivos específicos, conteúdos programáticos, estratégias de ensino, formas de avaliação, bibliografia básica e complementar. Deverão ainda ser relatadas a frequência de oferecimento dos cursos e a sua duração.

 

7 - ATIVIDADES DE ENSINO (Graduação e Pós-Graduação)

Neste item, devem ser relacionadas as estratégias de ensino (ou metodologia do ensino); seja, a descrição dos métodos e/ou técnicas que serão utilizados pelo professor, para fazer com que os alunos alcancem os objetivos pretendidos.

Exemplos: - métodos (aulas expositivas, demonstrativas, práticas, etc.).

                   - técnicas (trabalhos em grupo, estudo dirigido, siminários, etc.).

 

8 - ATIVIDADES DE PESQUISA

Relacionar as linhas de pesquisa (descrevendo seus objetivos, o incentivo, as condições e a infra-estrutura existente para a realização das pesquisas) e os núcleos de estudo (explicitando seus objetivos e descrevendo suas atividades).

 

9 - ATIVIDADES DE EXTENSÃO

Listar os programas de extensão, explicitando seus objetivos e descrevendo seu funcionamento. Seguir o padrão adotado para a graduação e pós-graduação.

 

10 - ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Aqui não há possibilidade de descrever um padrão, pois os ítens que compõem este capítulo variam de acordo com o funcionamento de cada Instituição. Porém onde couber, usar orientações e normar já estabelecidas como, por exemplo, o "Instrumento de Verificação das Condições de Oferta de Cursos de Graduação em Odontologia", documento adotado oficialmente pelo MEC e extensamente debatido e distribuído pelo ABENO.

 

Biblioteca

Mensionar os livros existentes (são em número suficiente para os alunos?), coleções de periódicos, inclusive os que são assinados (segundo exigência da CAPES e da Comissão de Especialistas), revistas editadas (qual a linha editorial?), serviços oferecidos, informatização, espaço físico, horário de funcionamento, etc

 

Centro de Apoio Pedagógico

Explicitar qual o seu objetivo, o apoio oferecido, como e há quanto tempo funciona, quais os tipos de profissionais envolvidos.

 

Centro de Triagem de Pacientes

Descrever as etapas de trabalho desenvolvidas pelo serviço e qual o pessoal que as executa

 

Plantão de Urgência

Descrever seu funcionamento, pessoal envolvido, horários, normas, etc.

 

Clínica de Férias

Relatar como funcionam: horários, quem participa, quem coordena, como é administrada, etc.

 

Comissão de Biossegurança

Descrever seus objetivos, sua atuação, quem são os participantes e quais as normas adotadas.

 

Comissão de Bioética

Descrever seus objetivos, sua atuação e quem são os participantes

 

11 - ÓRGÃOS DA INSTITUIÇÃO RELACIONADOS COM O PROJETO PEDAGÓGICO

Descrever quais são (coordenadorias, comissões, assembléias, conselhos, etc.) e como se relacionam com o projeto pedagógico.

 

12 - NORMAS E INFORMAÇÕES GERAIS

* Frequência e rendimento escolar

* Expedição de documentos

* Matrícula

* Transferência e aproveitamento de estudos

* Cancelamento de matrícula

* Trancamento de matrícula

* Calendário escolar

* Bolsas de estudo

* Representação estudantil

Todos estes itens deverão ser transcritos de acordo com os critérios da instituição.

 

13 - AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO

Neste item deve ser descrito como será realizada a avaliação do projeto pedagógico, quem fornecerá informações para as tomadas de decisão sobre o mesmo. É necessário que a avaliação se desenvolva junto com o projeto, para que possíveis falhas sejam sanadas durante o processo (avaliação formativa), e não apenas ao final do mesmo (avaliação somativa).

Explicar quem serão os responsáveis pelo planejamento, elaboração, implantação e execução da avaliação do projeto.

Esta etapa deverá abranger:

* Objetivos da avaliação

* Pessoas responsáveis pelas diferentes etapas

* Especificação das variáveis a serem avaliadas

* Coleta de dados

* Organização e análise dos dados coletados

* Elaboração do Relatório

Com base nas conclusões do relatório, tomar as decisões sobre as reformulações necessárias para a melhoria do projeto.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Ensino superior. Diretrizes curriculares dos cursos de Odontologia. Proposta da Comissão de Especialistas de ensino de Odontologia. Brasília, 1998.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996.

NÉRICI, I.G. Metodologia do ensino: uma introdução. São Paulo, Atlas, 1977.

NÚCLEO DE PESQUISAS SOBRE ENSINO SUPERIOS (Grupo de Estudos sobre Ensino de Odontologia). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA